BLOGS: Blog do Diego

Blog UOL

This is The End. My Only Friend, The End.

12/01/2009

Este é o último post do Blog do Diego.

 

Depois de vários anos como parte do Mix Brasil, estou me desligando oficialmente dele agora em janeiro de 2009. Escrevi muitas matérias aqui como um dos correspondentes cariocas do site e, há mais ou menos um ano e meio, comecei com o blog; com este blog q vcs conhecem. Foi uma experiência na maior parte das vezes muito prazerosa.

 

Foram exatamente 33 posts sobre os mais diversos assuntos relacionados à vida de um homem gay; e foram exatamente 825 comentários registrados pelos sistema de blogs vindos de vcs, leitores. A esmagadora maioria teve respostas minhas, particulares, cuidadosas, pensadas e específicas.

 

Mas chega uma hora em que a gente tem q mudar, fazer coisas diferentes; e é o que estou fazendo agora.

 

Não vou simplesmente extinguir o Blog do Diego e deixar por isso mesmo. Vou criar um outro blog, em outro lugar, com outra configuração, mas com o mesmo tom e a mesma maneira de escrever que vcs conhecem e gostam.

 

Alguns leitores mais próximos ou mais constantes no blog me forneceram seus e-mails e pediram que eu avisasse quando eu oficialmente abrisse o novo blog. Se vc que está lendo isso agora quiser tb, deixe um e-mail válido nos comentários aqui desse último post q eu te aviso da mesma forma.

 

Então, esse não é propriamente um post de despedida, é apenas um de aviso, pra comunicar meu desligamento do Mix e pra explicar aos leitores que vou partir pra mares nunca dantes navegados.

 

É isso. Aos leitores que deixo aqui, e que acabavam me lendo apenas porque eu estava dentro do Mix, agradeço a presença e as colocações feitas nos comentários. Aos outros, que seguirão comigo, só posso dizer uma coisa: ainda temos muitos outros assuntos sensacionais (e bastante polêmicos) pra debater.

 

Abraços! Foi bom ter esse espaço com vcs todos.

 

p.s. Essa foto é a que foi usada no cartaz do filme "A Perfect Storm", com o George Clooney e o Mark Wahlberg. Sempre achei a montagem linda, porque dá uma idéia da dimensão do oceano e do quanto somos pequenos perto dele. Achei que era uma imagem excelente (e impressionante) para usar como última aqui do Blog do Diego.

 

 

 


Escrito por Diego Castro às 17h54 Comentários Envie

Post 33- Faça um outro cara feliz em 2009

30/12/2008

Este post especial do Ano Novo vai ser inteiramente dedicado à Madonna e ao caso dela com o menino Jesus.

 

CALMA, não pare de ler, é brincadeira! Rs rs rs Eu não agüento mais falar de Madonna também....

 

Bem, nessa época do ano, qualquer desconhecido com quem vc cruza no metrô, ao atravessar o sinal ou na fila do supermercado te deseja Próspero Ano Novo, felicidades, saúde, dinheiro e muita paz. (ou variações disso). Eu particularmente não gosto destas generalizações. Acho-as meio vazias, principalmente quando ditas por quem não conhece vc.

 

Por isso, o que eu desejo a vcs para 2009 é bem mais específico, e pode ser adaptado à realidade de cada um dos que me lêem.

 

1) Desejo que vcs se respeitem mais, se valorizem mais. Uma das melhores maneiras de fazer isso é procurando deixar pra trás em 2008 aquele vício ou hábito arraigado q te perturba a existência. Estou falando dos mais pesados e dos mais 'leves', de todos, porque todo mundo tem alguma coisa que gostaria de não fazer mais (cocaína, heroína, jogo, sexo, compulsão por gastar grana, maconha, descontrole financeiro, etc.). Não há nada melhor que se dar conta de algo que nos está prejudicando, assumir isso e fazer de tudo para deixar esse hábito no ano velho que está acabando.

 

2) Desejo a vcs disciplina, pois com ela se faz tudo e se chega às estrelas (metáfora brega, eu sei, mas que alcança o objetivo).

 

3) Desejo que vcs encontrem um cara fixo pra um namoro. A vida é melhor quando vivida a dois, e existe muita gente por aí que quer um relacionamento. A imensa maioria dos que dizem que não querem são os que mais precisam, e negam isso exatamente porque já sofreram muito por alguém e têm um enorme medo de sofrer de novo. Por isso, invista em alguém especial e, tão importante quanto, esteja aberto para ser também especial para a outra pessoa. Tenham coragem em relação a isso.

 

Acho q não há melhor mensagem de Ano Novo que essa: seja feliz num namoro em 2009 e faça um outro cara muito feliz também.

 

Aqui no blog, vou mais uma vez tentar umas mudanças, pra oxigenar o trabalho, e tentar tornar os posts menores e mais constantes. A primeira mudança grande vai ser em relação aos comentários. O sistema de blogs torna cansativo responder cada um porque é necessário sempre recarregar a página inteira em todas as ocasiões. Fora que abre outra isolada onde coloco a resposta, que fica separada do que vcs escrevem. E se demoro muito para escrever (e algumas respostas são longas), o sistema cai e perco tudo q escrevi, além de ter que logar e chegar até a parte de respostas de novo. Por isso, não vou mais responder a TODOS os comentários. Responderei um ou outro, especialmente aqueles que me fizerem perguntas diretas. Mas quero q vcs saibam que lerei TUDO, como sempre. Continuo atento ao feedback de cada um dos leitores. Dessa forma, pretendo ter gás para trazer novos posts pra vcs com mais freqüência.

 

A outra mudança é em relação aos vídeos. Já era difícil formatá-los no sistema de blogs. Agora que o YouTube virou widescreen ficou pior ainda. Por isso, não vou banir o uso de vídeos, mas apenas vou passar a indicar o link no YouTube onde vc poderá assistí-lo. Vai ser mais prático e vai me dar muito menos trabalho. Tentei isso nesse último post e foi muito bom o resultado.

 

Outra coisa: não sou eu e muito menos a equipe do Mix Brasil que retira posts antigos do meu blog lá embaixo. Decidi numerar cada post exatamente para que eu e cada leitor saibamos quantos posts foram escritos, desde o primeiro, em 20 de setembro de 2007. Quem retira da página principal do meu blog os posts mais velhos é o sistema. Mas ele não os tira do ar, apenas dedica uma página (e uma URL) separada para cada um deles. Como muitos leitores aqui são novos, não leram os primeiros posts. Portanto, de tempos em tempos, vou disponibilizar aqui pra vcs os links diretos de cada um deles, desses antigos, para que quem quiser ler (ou reler) possa ter acesso. Houve posts com 80 comentários, um senhor debate. Que tal? Vou começar agora. Ah, uma observação, os posts 11 e 12 ficaram grudados na mesma página mesmo, ok? É que o 12 é bem pequeno.

 

Para encerrar o post de Ano Novo, o último de 2008, nada melhor q recomendar um filme lindíssimo, que vende muito bem nos EUA exatamente por causa disso. Chama-se "Shelter", que quer dizer "abrigo" em inglês, é de altíssimo nível, bem filmado, bem dirigido e atuado, e mostra a cativante história de amor entre dois surfistas.

 

 

Veja a capa aqui acima, que já te mostra o clima romântico do filme. Eu comprei o DVD original e não me arrependo nem um pouco. Na Amazon, veja aqui , são 105 críticas feitas por compradores ao filme. Destas, 88 são 5 estrelas ( o máximo permitido) e 11 são 4 estrelas. Pra um filme de temática gay, isso é coisa pra caralho!

 

Veja o trailer dele em excelente qualidade, que já me leva às lágrimas com aquela música e aquelas cenas, no YouTube, aqui.    (talvez seja necessário se registrar para isso, já que alguns puritanos idiotas classificaram o vídeo de "impróprio para menores". Mas é tranqüilo, o registro é rápido e gratuito, nem vai te tomar muito tempo. Acredite: vale muito a pena)

 

 

 

As palavras em inglês no trailer dizem:

 

"Às vezes, a vida que vc tem

Não é a q vc quer.

Here! Filmes apresenta

Uma história sobre

Buscar o amor

Descobrir a si mesmo

E encontrar....

Abrigo."

 

 

 

O slogan do filme, que vc lê na capa do DVD, diz "O poder de ser verdadeiro com vc mesmo". Tenha isso em mente. Bom 2009, abraços!

 

Post 1:  Idéias Polêmicas 1: A NOITE É SUJA - 20/09/2007

 

Post 2 : JOGUE TUDO FORA! - 06/10/2007

 

Post 3 (Primeira Parte) : Parada gay é apenas um carnaval fora de época?

Post 3 (Segunda e Última Parte) : Parada gay é apenas um carnaval fora de época?  - 15/10/2007

 

Post 4: As Séries de TV estão dominando tudo.Quais vc vê? - 24/10/2007

 

Post 5: Você já transou com um cara hétero? Ou morre de tesão num? - 01/11/2007

 

Post 6: Malhar, malhar e malhar pra ter aquele corpão no verão. Pra quê isso? - 21/11/2007

 

Post 7: Guerra na internet ! Futilidade gay, ódios dos mais diversos e quase 50 comentários - 29/11/2007

 

Post 8: Todo mundo quer ver sexo explícito no cinema? - 11/12/2007

 

Post 9: Idéias para um 2008 brilhante: primeiro, que tal NÃO meter o pé na jaca? - 26/12/2007

 

Post 10 - Você se valoriza o suficiente? - 09/01/2008

 

Post 11 - Falta de educação, de respeito, de civilidade: todo mundo à beira de um ataque de nervos? - 22/01/2008

 

Post 12- Heath Ledger estará sempre em Brokeback - 23/01/2008

 

Post 13- As desvantagens de viajar com a melhor amiga hétero - 13/02/2008

 

Post 14 - Vampiros ! (sedutores, viris, carentes, gays assumidos ou não) Vc adora algum? - 26/02/2008

 

Post 15 - E se o mundo fosse, de fato, gay? E se os héteros vivessem em guetos? - 11/03/2008

 

Post 16 - Preconceito entre os gays: as barbies, os ursos, os afeminados, as mulheres, os mais velhos.... - 02/04/2008

 

Post 17 - Tenha estas sensações - 28/04/2008

 

Post 18 - Tenha pena (e não raiva) da bicha má - 02/06/2008

 

Post 19 - Evangélicos e católicos fazem passeata no Senado contra projeto que beneficia gays - 26/06/2008

 

Post 20 - Adolescência gay/ Perfumes/Madonna - 14/07/2008

 

Post 21- Eu sou o Príncipe da "Pequena Sereia"/ Brenda Walsh/ O livro do irmão da Madonna/ Vamos debater ao vivo aqui no Rio? - 29/07/2008


Escrito por Diego Castro às 16h28 Comentários Envie

Post 32 - Inferno de Dante (quer dizer, da Madonna) no Brasil

22/12/2008

Sim, eu tenho q falar do show da Madonna, claro. Mas não vou falar só dela, vou falar tb do CIRCO que rolou ao redor da Maracanã, dos arrastões de assaltantes que rolaram dentro do estádio e de como eu podia ter visto os dois shows do Rio (um na pista VIP e outro na comum) por meros R$ 70,00 (os dois!)

 

Pois é. Não sei se eu fui influenciado pelos comentários do Dick aqui no blog ou se foi por causa da INTENSA cobertura da mídia em cima da mulher. Mas estou sentindo uma overdose de Madonna agora. Sinceramente, tô com um certo alívio que acabou.

 

Ainda gosto dela, claro, mas não senti essa necessidade toda, essa questão de vida ou morte que virou pra alguns, de ter q estar na área VIP de qualquer maneira ou mesmo de ter q assistir ao show de novo (e tive oportunidade). Nem quis tirar fotos, nem levei a câmera. Óbvio que não precisava ter caído a porra daquele toró bem no dia em q eu fui (o primeiro do Rio), mas valeu a pena estar lá, ver a careta q ela fez ao entrar sentada no trono em Candy Shop, cantar "Express Yourself" à capela, e etc.

 

Fiquei na pista comum. E, sim, estavam rolando altos assaltos por ali. Pessoas que vc VIA que não estavam ali pelo show, até porque (bandeira das bandeiras) elas nem olhavam pro palco e pros telões. Olhavam é para a platéia mesmo. Tentaram nos roubar algumas vezes. Dois ou três caras passavam empurrando as pessoas e criando confusão. Nessa, metiam a mão em bolsos e mochilas. Uma vaca tentou arrancar nossa mochila, meu amigo Marcelo acabou segurando tão forte que arrebentou a alça de cima.

 

Lá pelas tantas, também, dois pivetes de uns 10, 12 anos tb corriam e, na desculpa de esbarrarem nas pessoas, assaltavam. Eram pivetes mesmo, daqueles que usam camisa tamanho GG até o joelho e têm aparência suja. Depois vim a entender como essa gente toda mal-intencionada foi parar lá dentro: os cambistas.

 

Foi o seguinte: no primeiro dia de show, havia 5000 cambistas do lado de fora do Maracanã, com 5 milhões de ingressos para revender. Não conseguiram gente para comprar tanto "papel" (como eles chamam os  bilhetes) e, à medida que a hora do show ia chegando, os valores q eles pediam iam diminuindo. Ingressos de área VIP, que na compra normal custavam R$ 720,00, eram vendidos na hora H do show por meros....R$ 20,00. Acredite! Isso por uma simples razão: eles tinham que se livrar dos papéis. Então, qualquer "20 merréis" era melhor que ficar com o troço para "colar na agenda" ou jogar fora. Então, eles estavam aceitando praticamente qualquer negócio. Eu só soube disso DEPOIS do show, porque já estava lá dentro desde cedo na pista comum.

 

E foi exatamente porque souberam disso que muitas pessoas ficaram ao redor do Maracanã no dia seguinte (segundo show), querendo descolar uma área VIP de 20 paus. Seguindo meu instinto jornalístico, acabei "entrevistando" informalmente um monte de cambistas. Cheguei a achar pista comum por 50 paus, mas VIP, não.  Eles me contaram que no primeiro dia eles tinham ingressos pra caralho e chegaram a DÁ-LOS de graça para um monte de gente depois que o show já tinha começado. (até porque já estava aquela chuva do caralho). Eis a razão dos pivetes dentro do Maracanã. O segundo dia foi mais complicado (99% dos cambistas compraram, junto com o público normal, ingressos pro primeiro dia; o segundo só foi anunciado bem depois, lembram?), então havia pouca oferta de VIPs. Antes que alguém pergunte, não, não assisti ao show de novo comprando ingresso de cambista, não. Assisti somente no primeiro dia, pagando inteira, pelo ingresso normal comprado no site oficial.

 

Aliás, eu me sinto um otário de ter pago R$ 308 pelo ingresso pra pista comum, enquanto um monte de gente ia de VIP por R$ 20, mas também me sinto um idiota de ter sido honesto pagando inteira. Me sinto um idiota porque esse país, conforme até leitores de O Globo escreveram, em relação aos roubos de doações em Santa Catarina, parece ser feito de muita gente metida a esperta, que quer se beneficiar em tudo, passar a perna no outro, gente desonesta. Fraudar uma carteira da UNE para pagar os mesmos R$ 308 que eu paguei, mas por um ingresso meia de pista VIP foi prática comum pra muita gente. Eu conheço milhares que fizeram isso e não sentem o menor remorso.

 

E a empresa?  Disseram que haveria fiscalização na porta em relação à meia-entrada. Não houve nada. Uma vergonha. Um estímulo à ilegalidade, me disseram alguns amigos. Falsificar uma carteira de estudante é falsidade ideológica. Não sei como a integridade das pessoas se vende por R$ 300. Eu me senti tão idiota de seguir as regras corretas e fazer as coisas certas, enquanto todo mundo tranqüilamente burlava todas as convenções, que aí nesse momento eu pensei que eu seria considerado muito "inteligente" se tivesse visto os dois shows por R$ 70,00 (R$ 20,00 da área VIP do primeiro dia e R$ 50,00 na pista comum no segundo). Será q da próxima vez devo pensar assim? Acho q se eu tivesse achado área VIP no segundo dia por 20 paus eu não ia resistir!! Me contem o que vcs acham dessa questão toda.

 

 

Os assaltos continuaram DEPOIS do show tb. Enquanto tinha muita gente saindo do Maracanã, assaltantes, pasmem!, forçavam a entrada no estádio no sentido inverso da massa humana que saía. Na rampa do metrô tb houve assaltos. Uma multidão se espremia para chegar até a estação e passar pelas roletas: foi nessa hora que os espertinhos aproveitaram.

 

Sobre o show em si, Madonna sempre vale qualquer coisa, claro. Mas como me disse o Junior, um dos mais fiéis leitores aqui do blog, esse não é mesmo o melhor show da carreira dela. Achei muito desigual, faltou coesão. Tudo bem, tudo bem, há músicas boas em Hard Candy, mas 10 de um total de 17 serem do novo CD? E eu sei, Madonna a gente sabe q não tem voz (eu sei, Dick), mas Human Nature e Ray Of Light e algumas outras cantadas ali ao vivo ficaram constrangedoras, uma vergonha mesmo.

 

Chega desse negócio de guitarra em punho, como em Borderline e na destruída-pela-versão-metaleira-Hung Up. Fora que aquela história de chamar a platéia de "motherfuckers" e mostrar o dedo já envelheceu. Já era. Cartolinha branca e Rolls-Royce no palco tb soam antiquados. Madonna perdeu o fator choque q ela tinha. Cadê as polêmicas? Cadê aquilo que todo mundo comenta? Veja o que a Betty Lago, Maitê Proença e as outras falaram do show, antes dele chegar por aqui. É só clicar nesse link. Tem um outro delas falando da Madonna com ela já no Brasil. Tá aqui.

 

E aquela peruca com franjinha, caralho. Ridículo numa mulher da idade dela. Tb odeio ela ter tomado La Isla Bonita dos latinos e ter transformado numa versão cigana. Me cansa aquele LaLaPalaTuTe e etc.

 

As melhores partes do show foram as últimas, pra mim. Em termos de música e performance, Like a Prayer e Give It To Me arrebentaram. Eis o pecado dos pecados: quando o negócio afinal empolga.....acaba tudo e surge aquele GAME OVER no telão.

 

Muito legal também a parte em que ela pede pra alguém do público escolher uma música antiga e canta à capela. Viram que o nome do médico carioca no primeiro show em São Paulo ela não entendeu? O nome dele era Márcio e ela tentou Matthew, "Macho", "Nacho", mas nada de "Márcio". Fiquei pensando se ela entenderia o meu. Rs

 

Legal é q no último show da turnê em São Paulo o cara que pediu uma música tinha meu nome. Aí pude ouvi-la dizendo "Diego" pelo menos umas três vezes. Aí fiquei feliz que, se fosse eu lá pedindo a música (apesar dela não ter cantado o que meu xará pediu), ela teria entendido bem como pronunciar meu nome. Veja aqui.

 

Destaque especial pra mim foram aqueles três telões imensos atrás dela no palco. Caralho, que definição de vídeo era aquela? Era LED, uma tecnologia superior ao LCD. Fiquei muito impactado com a qualidade daquilo. O Marcelo q foi comigo, que é cenógrafo, tb ficou chocado.

 

E que bom que em um momento ela desceu pra galera, pra cantar no mesmo nível do povo da área VIP. O povo ali deve ter tirado altas fotos. Rs

 

De qualquer maneira, valeu ter ido ao show. É o tipo de coisa que não acontece sempre por aqui, e sabe-se lá se ela ainda volta pra se apresentar no Brasil.

 

Mas eu não pirei; não achei que é Deus no céu e Madonna na terra nem nada disso. Continuo gostando dela, menos por causa do livro do irmão, como já contei aqui no blog, mas ainda gosto.

 

Madonna sempre valerá enfrentar uma fobia (que no meu caso, é a de multidões).

 

Vc foi ao(s) show(s)? Q achou de tudo? Contaê. 

 

P.S. Esse post excepcionalmente vai ser assim, sem muitas fotos e sem muitos vídeos. (até porque todo mundo tá careca de ver fotos dela no show e etc). Tô bem gripado por causa do toró todo que peguei, mas queria escrever alguma coisa pra vcs sobre o assunto antes que ele envelhecesse de vez. Ainda escrevo outro antes do fim do ano e podem deixar q vou responder a todos os comentários que ainda não respondi, ok?

 

P.S. 2 (Até pra esse post não ficar monotemático) Ontem assisti em DVD aqui em casa o Mamma Mia da Meryl Streep. Q troço insuportável!! Eu não estava agüentando mais tanta música a cada dois minutos. E 99% das cenas tinham o mar da Grécia de fundo!! É lindo, mas o excesso me fez não agüentar mais. E a história, ridícula, ridícula, ridícula? Eu sinceramente quase não cheguei ao fim do filme.  Achei OVER demais, a Meryl estava forçada e me pareceu pouco à vontade, aquela filha gritava o tempo todo e aquele noivo não me pareceu nada hétero (eu ficava brincando ao dizer que a despedida de solteiro que ele disse q ia ter seria uma suruba gay. rs rs) . Achei tudo muito mal dirigido e além do cansativo. Alguém aí viu? Me diga o q vc achou. Abraços!


Escrito por Diego Castro às 12h51 Comentários Envie

Post 31 - Aquela minha história envolvendo a Madonna em 1993 (e minha pagação de mico nacional)

08/12/2008

Eu tinha 17 anos em 1993. Não tinha experiência sexual, mas já sabia q gostava de homem. (até porque mulher não me deixava de pau duro nunca. Até hoje não deixa - e não sinto nem um centésimo de culpa por isso).

 

 

Naquela época, gostava muito da Madonna. Muito mesmo. As paredes do meu quarto tinham pôsters como se fossem papel de parede, eu tinha todos os clips (não havia essa moleza do YouTube de hoje), muitas revistas, etc. Era aquele fã dos fãs. Mas não era daquele que chegava ao ponto de ir cercar a mulher no aeroporto ou no hotel dela em Ipanema. Aí eu já achava demais.

 

Mas eis que uns amigos me chamam para ir à praia em Ipanema; e eles não tinham escolhido nenhum lugar específico pra ficar. Como eu sabia q estaria uma zona a entrada do Caesar Park onde a Madonna estava hospedada, sugeri que ficássemos na faixa de areia em frente ao hotel, para vermos a confusão. Nessa altura eu já pretendia dar uma chegada ali na porta só para ver o q estava rolando. Por isso, levei um pôster. 

 

 

Chegamos, passamos pela multidão gritando e ficamos na praia mesmo. Lá pelas tantas, resolvi dar um pulo na fachada do Caesar. A equipe de segurança tinha colocado uma grade "cercando" a entrada do hotel; então fiquei ali conversando com algumas pessoas. Vimos aquela maquiadora que aparece no "Na Cama com Madonna" (Sharon, lembra? A que foi estuprada). Depois vimos uns bailarinos. Mas nada demais.

 

Aí eu e uma menina loira com quem eu estava conversando há algum tempo resolvemos nos sentar na grama que dividia uma pista de carros da outra, bem na frente do hotel. Conversamos muito e do nada, uma hora, a garota vira pra mim, aponta pra alguém há alguns metros de distância na mesma grama, esperando pra atravessar e me diz, já gritando: "Olha ali, não é a Madonna?" Parecia mesmo, era muito igual.  

 

Não deu tempo de pensar em nada: a garota me pegou pelo braço e atravessou a pista de carros comigo, grudando na grade. Foi ela encostar na grade pra começar a gritar. Gritar, não, berrar mesmo, se acabar, usar todo o ar dos pulmões. Eu fiquei completamente sem ação; e também surpreso com tamanha "entrega" da menina. Nessa hora, a tal "Madonna" ficou parada na entrada do hotel, quase no lobby. Nesse segundo, a real bateu: "Porra, peraí, se fosse a Madonna mesmo não ia ficar parada na entrada, ia era entrar correndo".

 

Mas a menina ao meu lado continuava a berrar e nessa hora veio um cinegrafista e filmou a gente. Eu não sabia o que fazer. Grito? Não grito? Pulo? Óbvio que o destaque ali pro câmera era o escândalo da garota, que dava aqueles gritos estridentes,  mas eu estava ao lado, ia sair de moldura, então acho que dei uma leve pulada e gritei "Madonna!". Foi tudo MUITO RÁPIDO, questão de segundos mesmo. Acabou esse show e eu, ainda meio atordoado, voltei pra areia da praia com meus amigos. Depois fui embora e nem passei mais na tal porta de hotel.

 

 

Como eu mencionei, nessa época, eu acompanhava tudo de Madonna. Daí, via todos os telejornais da TV para acompanhar a cobertura completa da estada dela aqui. E gravava tudo.

 

A Madonna em 1993 chegou ao Brasil numa segunda, fez show em SP na quarta, veio ao Rio na quinta, fez show sábado e foi embora domingo. Ou seja: ficou exatamente uma semana no Brasil. E qual o programa jornalístico da Globo que passa no domingo à noite, e q tinha toda a cara que ia fazer uma matéria enorme sobre o assunto? O Fantástico.

 

De fato, a matéria foi grande (uns 8 minutos, acho), com muito destaque, Glória Maria e tudo. Lá pelas tantas, é mostrada a tal sósia que foi usada no Rio para despistar fãs, enquanto a verdadeira Madonna saía de peruca preta comprida pela lateral do hotel, para ir ao Corcovado. Tempos depois eu vim a saber q a tal sósia era a Lena Cabral, que de fato foi pro exterior trabalhar com a Madonna e é, como muita gente sabe, muito parecida mesmo.

 

 

Pois é, estou assistindo à matéria tranqüilamente quando Glória Maria diz "E a sósia enganou muita gente". Pronto, entra a cena deste que vos escreve e da tal menina se descabelando de gritar na porta do hotel. Não foi mostrado mais nenhum take da zona que estava a porta do Caesar Park, só aparecemos nós dois. Foi tudo novamente muito rápido, mas consegui me ver bem. (como eu era diferente nessa época, usava óculos ainda - foi antes de operar a miopia - não fazia academia, era um adolescente com cara de nerd, não o gatão que eu sou hoje. Rs Rs Rs, estou brincando.

 

Pois é, acabou então que por breves segundos apareci justamente no Fantástico, no programa que resumiu a estada completa da Madonna no Brasil em 1993. Eu estava no segundo grau ainda, então, fui o sucesso do colégio no dia seguinte de manhã. Todo mundo já sabia q eu gostava da Madonna, mas me ver na Globo na porta do hotel foi o que bastou pro povo ficar falando por semanas. Fora que também, pra um fã como eu era, estar "imortalizado" na reportagem justamente do Fantástico na (até então) única passagem da Madonna pelo país era uma glória.

 

 

Até hoje, na comunidade do orkut que criei para os formandos do segundo grau (a única da qual sou dono), todo mundo se lembra de mim quando vê a Madonna. Quando os shows desse ano foram anunciados aqui, muita gente me mandou scraps e mensagens.

 

Esse assunto todo é uma besteira, eu sei. Mas é uma curiosidade da minha vida, que eu quis mostrar pra vcs. Eu tinha mencionado aqui no blog que ia falar desse assunto desde os posts que fiz sobre o valor dos ingressos do show, em agosto ou setembro desse ano.

 

Bom, o timing não podia ser melhor: aqui está, na semana em que a mulher se apresenta no Rio, 15 anos depois do primeiro show e daquela matéria do Fantástico, minha historinha de fã da Madonna pra vcs.

 

E claro, o vídeo com a reportagem do Fantástico, que é a alma deste post especial todo. É só clicar aqui.  Abraços!

 

p.s. Sim, eu ainda tenho o copo (em muito bom estado). :)

 


Escrito por Diego Castro às 19h10 Comentários Envie

Post 30- "Adoro gays, mas quero que meu filho seja macho"/ Carência de mãe/ Madonna e os gays

13/11/2008

Vc já leu, né? A frase acima é da cantora baiana de axé Cláudia Leitte num programa de TV. Logo depois, o marido dela completou “Deus me livre! Ele (nosso filho) será bem criado” As duas frases foram amplamente divulgadas ontem no começo da noite. Leia a notícia completa aqui na Quem.

 

O que me surpreendeu mais (porque eu nunca esperei nada de relevante vindo dela) foi o descaso completo da cantora com a repercussão da frase. Vc vê pela matéria que ela não está nem aí e “não vai se pronunciar” sobre o assunto. É nessas horas que fico muito feliz de não gostar desse tipo de música e de não dar um tostão pra uma pessoa como essa. Se dependesse de mim e da minha grana, ela morria de fome. Na verdade, nem teria surgido como figura pública.

 

O que essa mulher parece ignorar é que grande parte do público que compra seus CDs e a segue em trios elétricos ou onde quer mais que ela apareça é de gays. Aí ela vem e diz uma frase dessas, que mostra que ela “adora” os gays, menos na família dela. Pesquisando mais sobre Cláudia Leitte, descobri que ela é daquela religião (aquela mesma que não gosta de gays, veja aqui no perfil dela ). Nem vou mais perder uma linha para ponderar sobre o porquê da perseguição incessante e obsessiva aos gays por parte dos membros dessa religião.

 

É bom pra os gays que gostam dessa cantora aprenderem onde gastam sua grana e atrás de quem vão no carnaval. Na verdade, é bom pra todos nós aprendermos. A gente tem que parar de ficar procurando validação ou atenção “materna” de mulheres héteros, famosas ou não. Aí vem uma frase dessas, que mostra como algumas famosas gostam da gente aparentemente só pra comprar seus CDs, assistir suas novelas e comprar seus produtos. Mas pra ter na família, não. Queria ver se Cláudia Leitte diria uma variação dessa frase, algo como “Adoro negros, mas quero que meu filho seja branco”. Gostaria de saber o que membros da comunidade negra diriam dessa frase. Ou “Adoro pessoas deficientes, mas quero que meu filho seja perfeito”. O que pensariam os pais de filhos deficientes? E as instituições de deficientes?

 

Inicialmente, pensei que seria ótimo pra um casal como esses ter um filho gay. Depois, pensei o contrário: se o filho deles for de fato gay, pelo visto vai sofrer horrores com pais que desde antes do nascimento proferem frases como essa, na imprensa ainda por cima. Imagine como seria a vida desse filho em casa. Então, espero que o filho deles seja hétero. Porque não quero em sã consciência desejar que mais um gay nasça numa família que me parece bem preconceituosa (um pai que diz “Deus me livre, ele vai ser muito bem criado”?), não quero desejar que mais um gay sofra por ser criado à sombra de uma religião que se esforça em disseminar o preconceito contra gays.

 

 

Debatendo com amigos, alguns me disseram “O mundo de hoje agride gays, qual mãe quer que seu filho sofra?” Eu respondi que exatamente por causa de frases como a de Cláudia Leitte e do tipo de pensamento que essas afirmações propagam é que o mundo agride gays. Respondi também que o que ela quer ou deixa de querer não vai influenciar em nada: o filho dela poderia vir a ser gay. Portanto, pra responder uma pergunta que de fato não tem nenhuma aplicação prática (porque ela não pode escolher o que o filho será), ela poderia ter dito várias outras coisas, como: “Vou aceitar meu filho como ele for”. Ou “A gente não pode decidir como o filho da gente será”. Ou “Gostaria que se meu filho fosse gay ele vivesse num mundo onde não fosse perseguido por isso.” Ou ainda, bem de acordo com uma resposta religiosa: “Espero que seja feita a vontade de Deus”. Resumindo: Cláudia poderia ter dito quase qualquer outra coisa, menos “Adoro gays, mas quero que meu filho seja macho”. Ainda por cima, ela dá a entender que todo gay é afeminado, que não existem gays machos. Vou apresentar várias barbies e outros caras que conheço bem machos pra ela me dizer quem é gay e quem não é.

 

Um outro amigo ponderou: “Ela cometeu uma gafe, as pessoas às vezes falam as coisas sem pensar, a frase simplesmente saiu.” Certo. Mas Cláudia é uma pessoa famosa, que vive cercada de mídia e de assessores de imprensa. Ela SABE que tem que ter responsabilidade pelo que diz. E mais: ela não ficou famosa ontem, não pode dizer que não sabia da existência ou do modus operandi desse circo de imprensa e da fama em torno dela. Já é famosa há algum tempo. Sabe há algum tempo como são as coisas, como é a vida pública de uma pessoa como ela. Pessoas públicas têm que ser responsáveis pelas coisas que dizem. Têm que ter atenção para os públicos aos quais se dirigem. Principalmente uma cantora popular que tem nos gays uma de suas principais fontes de renda; que tem nos gays uma das razões de seu sucesso atual.

 

Mas voltando a um tema que coloquei mais acima no post: a necessidade que muitos gays têm de procurar validação em mulheres héteros, famosas ou não. Nem vai ter espaço aqui pra falar agora dos muitos exemplos de fag-hags que conheci, aquela mulherada hétero (bem Grace, de “Will & Grace”) que é muito amiga do gay até a página 2, é amigona nas festas, na bagunça e pra que ela tenha com quem falar dos assuntos que interessam à ela, pra depois deixar o cara se fuder quando ele realmente precisar de um ombro amigo. E pra abandonar o cara como se fosse um leproso assim que a “grande amiga hétero” achar um namorado. Nem vou falar disso agora, até porque esse assunto me irrita muito.

 

Vou falar dessa relação dos gays que precisam acreditar que essa mulherada famosa realmente gosta deles. Que precisam de algum tipo de carinho de mãe vindo dessas mulheres, pra depois sofrerem e se decepcionarem quando descobrem que, pra muitas delas, o carinho e atenção dos gays interessa sim, mas apenas pra que eles gastem o dinheiro deles com os produtos ou serviços delas. Puro MARKETING.

 

Falo com conhecimento de causa: já estive lado a lado com uma mulher famosa no meio que ganha muita grana por causa de gays e que não fazia o menor esforço pra esconder ali, ao meu lado, que o negócio era puro business mesmo, que o lance é “ganhar uma grana bem alta” defendendo essa imagem de “mãezona” que acolhe os gays. Confesso que, por mais que esperasse isso, fiquei um pouco abalado com a tamanha falta de respeito: o desprezo real pelos gays era tanto que ela não fez a MENOR FORÇA para disfarçar o interesse mercadológico e financeiro. E, sim, ela sabia que eu era um homem gay, ao lado dela. Já ouvi com todas as letras também, dessa vez vindo de um cara hétero que oferecia serviços aos gays: “Não gosto de vcs, não estou nem aí pra vcs, só quero a grana de vcs”.

 

Em outro exemplo, eu ficava péssimo e bem triste quando lia cartas de leitores gays direcionadas nominalmente à mulher hétero que era editora de uma revista gay (e que não é a pessoa que menciono acima). Nas cartas, muitas, publicadas em quase todos os números da revista, os gays chamavam a mulher, que nunca viram na vida e só conheciam como editora da tal revista, de “mãezona”, “mãezinha”, “querida mamãe” ou simplesmente “mãe”. Porra, o que é isso, gente? Que carência do caralho é essa? Esse comportamento nem era culpa da editora, não foi induzido ou causado por ela, mas ela teve que aprender a lidar com o fenômeno, já que trabalhava diretamente com gays. A cada carta que eu lia eu me surpreendia mais. Algumas pareciam mesmo conversa de filho para mãe.

 

E, claro, tem a Madonna. Quantos milhares de gays não caíram no mais famoso conto-do-vigário da história da música pop, acreditando piamente que ela “adora e defende gays”? Está achando que estou exagerando? Está se rasgando de ódio porque é fá número 0001 da Madonna e me odeia por dizer isso? Pois vá ler aquele livro escrito pelo irmão GAY dela, Christopher Ciccone, que afinal saiu em português no Brasil. (Como a editora que lançou é pouco conhecida, acredito que tenha tido pouca promoção o lançamento. Vc sabia que tinha saído aqui?) Compre o livro aqui, por exemplo. Vc precisa ver as coisas que ele fala dela no que se refere aos gays e de como ela deixava que o marido homofóbico dela (Guy Ritchie) o humilhasse e envergonhasse, sem dizer uma palavra. Foi essa uma das razões mais fortes para o afastamento dos dois.

 

Mais uma que falo com conhecimento de causa: eu tb caí nessa de acreditar que alguém como Madonna ia se importar com gays. Logo quem, a Rainha do Marketing. Fui acreditar em coisas proferidas pela rainha do marketing. Quando adolescente, eu tinha pôsters e pôsters da Madonna no quarto, gravava todos os clips, tinha todos os CDs, comprei o livro SEX, fui no show de 1993 e entendia tudo da vida da mulher. Pra depois ler o livro do irmão, que cresceu com ela e que sofreu sendo homem gay ao lado dela.

 

 

Terminei a leitura bem triste. Óbvio que Madonna não perde o valor completamente pra mim por isso, ela é grande destaque por causa de suas músicas, suas mudanças de visual e, claro, por suas (outras) atitudes inteligentes de marketing que eu, como publicitário também, entendo.

 

Mas como homem gay, não gosto mais dela. Não quero saber dela. Não consumo mais Madonna. Sinto-me enganado.

 

Acho que os gays em geral têm que parar de ficar procurando nos outros, principalmente em mulheres héteros que não sejam suas mães reais, validação materna para suas existências; têm que parar de ficar procurando “colinho” de mulher como se fosse da mamãe.

 

Pra mim, isso é extremamente brochante: um cara gay grudado numa mulher, procurando por essa validação, que ela nem sempre quer ou consegue dar e que ele nunca achará suficiente.

 

Acho que, se por um acaso, vc não teve isso de sua mãe mesmo, não vai ter com a intensidade e com as intenções reais de nenhum outro lugar.

 

Lide com isso; encare isso, pra não ter decepções depois. Como no caso dessa frase de Cláudia Leitte, com as coisas que o irmão diz da Madonna e com as situações causadas pelas várias e anônimas amigas que passaram pela sua vida. Novamente digo: falo com conhecimento de causa, de quem já passou por isso.

 

Falo aqui minha opinião no blog, minha experiência. Use algo pra vc apenas se achar que deve, apenas se achar que ecoa em algo similar na sua vida. Não pretendo fechar questão em nenhum assunto aqui. Falo do que sinto, do que acho e das coisas pelas quais passei. Espero, ao dividi-las, que sejam úteis para alguém. Ou que sejam úteis para pelo menos provocar um bom debate, que sempre é benéfico pra todo mundo.

 

p.s. Nem tem clima hoje para falar da nova versão de “Barrados no Baile”. Vou guardar pro próximo post.


Escrito por Diego Castro às 16h10 Comentários Envie

Post 29 - Obama ganhou, graças a Deus

05/11/2008

Assistindo às imagens do discurso da vitória e das comemorações através do mundo, quase não deu pra segurar as lágrimas. A eleição foi nos EUA, mas teve cara de eleição para governar o planeta todo, tamanho o envolvimento que Obama conseguiu capitalizar.

 

 

Só espero que as várias previsões de atentados racistas contra o presidente eleito não se concretizem. Os EUA, muito liberais por um lado, tb são extremamente racistas, preconceituosos e conservadores de outro.

 

O mico da eleição toda foi mesmo Sarah Palin. Se eu fosse enumerar todas as gafes e bolas fora dela, não ia haver espaço suficiente aqui. Acho que a pior de todas foi, ainda bem antes do fim da eleição, começar a fazer campanha pela candidatura dela mesma como presidente americana em 2012. Foi parodiada por isso no Saturday Night Live desse último sábado, do qual participou o McCain real tb. Porra, que programa inteligente; um humor refinado, preciso, por vezes sutil.

 

 

Ghost Whisperer, episódio 4 da 4ª temporada, que passou nos EUA agora em 24 de outubro. O título era “Save Our Souls” (que é o significado real da sigla S.O.S. quando um navio pede socorro no mar). Lá pelas tantas, é lembrada uma viagem relevante para a trama que o transatlântico no qual transcorre a ação fez em 1975 ao...carnaval do Rio! Nessa memória, um personagem-chave do episódio diz que conheceu uma garota durante a “semana inteira em que o navio ficou atracado no Rio” num “pequeno café na Avenida Rio Branco.”

 

Adoro quando citam o Rio ou o Brasil nesses programas estrangeiros.

 

 

Frases do episódio 7 da 5ª temporada de Entourage, uma das melhores séries de comédia que já assisti (e olha q sou chato pra achar algo engraçado). O seriado, que tem como produtor-executivo Mark Wahlberg e que fala da vida real de um ator famoso em Hollywood, e da trupe que anda ao redor dele (o entourage) já teve 500 participações especiais, como James Cameron e o próprio Mark Wahlberg, todo mundo no papel deles mesmos. Fora que o protagonista é um sonho de consumo.

 

 

“Quem é que se importa porque a porra de uma modelo largou o job que ela ia fazer? Modelos são iguais baratas: vc pisa numa delas e imediatamente aparecem 50 idênticas no mesmo lugar.”

 

“Eu quero vc, menino lindo. Sou apenas um cara hétero que gosta de chupar pau”, de um produtor de moda para o protagonista da série, explicando porque mandou demitir a tal modelo que ia aparecer com ele num anúncio, acho que da Dolce & Gabbana.

 

 

“Vc está escondendo algo de mim, Ari?”

“Só o meu pau e meu cú, Lloyd”, resposta do agente Ari Gold, o melhor personagem em cena - o ator já ganhou Grammys e Grammys pelo papel ao longo dos anos- para seu secretário japonês gay. O personagem é grosso mesmo, e essa é a graça dele.

 

 

 

Episódio 7 da 2ª temporada de Gossip Girl, um dos seriados mais populares entre os gays americanos (e entre os gays de vários outros lugares do mundo).

 

 

“ E o Bart quer que a gente fique em casa vendo TV?”

“ E alguém hoje em dia vê TV na TV, Serena?”, resposta do irmão gay de uma das protagonistas do seriado. Uma menção hilária dos roteiristas em relação ao próprio seriado Gossip Girl, que tem péssima audiência no canal onde passa, CW, mas é extremamente popular no boca-a-boca, sendo uma das séries com maior número de downloads no mundo todo.

 

 

 

Têm me atraído ultimamente os caras bem branquinhos, tanto nos seriados como na vida real aqui no Rio. Eu tb me gosto branquinho, fica um contraste bonito com meu cabelo muito preto (e, eventualmente, com a barba).

Juntando a isso toda a campanha contra o câncer de pele, contra o excesso de sol e etc, decidi que vou passar um tempo bem branquinho. Esses dois aqui, por exemplo, são branquinhos e lisinhos bem interessantes. O primeiro é do seriado Smallville (ator Sam Witwer, personagem Davis Bloome/Doomsday) e o segundo, de One Tree Hill (ator James Lafferty, personagem Nathan Scott), ambos com grande sucesso e audiência nos EUA.

 

    

 

Aliás, um dos prazeres mais simples q eu tenho é ver caras sem camisa, seja em fotos, seja pessoalmente. Achei um site especializado nisso, e que eu sempre consulto. Vale uma olhada e (mais do que isso) vale guardar o endereço. Tá aqui.

 

Gostar de homem é muito bom, né? Pra ver mais fotos do James, clique aqui.

 

Ah, e acho q nunca recomendei um site ou blog nacional. Mas tá aqui, “A Tampa” do Léo Lazzini. É muito bom e vale sempre a visita diária, tem homens lindos em fotos sensacionais e os comentários do Léo são muito espirituosos.

 

Ainda vou dedicar boa parte de um post ao lindo-maravilhoso-sensacional-sonho-de-consumo Chace Crawford, o Nate de Gossip Girl.... rola um forte boato de que ele é gay e namora(va) o JC, que era do N´SYNC....e teve tb o epísódio que ele andou bebendo todas pela night de NY e tirou fotos comprometedoras como essa....(q as más línguas já disseram que demonstra como ele sabe fazer bem um....vc sabe).

 

     

 

Bom, se ele é gay, eu quero um namorado desses. :)

 


Escrito por Diego Castro às 16h06 Comentários Envie

Post 28 - O EGO/ Nada é tão importante/ Os dois Johns

20/10/2008

 

1) Alguém me disse que um dos principais fundamentos da cabala é o controle do ego, que a pessoa não deve deixá-lo dominar a sua vida. E que nesse ponto a Madonna estaria apanhando, pois, sabemos o ego dela não é nada pequeno.

 

Ego e vaidade fazem vítimas entre todos, pobres, ricos, gays, héteros, feios, bonitos e etc. Quem nunca trabalhou com alguém cujo ego domina tudo? Cujo ego parece que só agrega valor ao seu dono se este diminui, “tampa” ou menospreza o trabalho do outro ou o outro em si? Eu já encontrei vários assim. Essa gente cansa. Menos por causa do ego em si, mas mais pelo denial. Pela negação. Por nem conseguirem se olhar e saber que têm esse ego do tamanho do mundo.

 

Esse ego todo pode ser na verdade muita insegurança: só menosprezando o outro ou tentando anular o outro vc se sente valorizado. Só sendo o gostosão, o centro das atenções, o “último Trakinas do pacote” ou “a bala que matou Kennedy” a pessoa se sente minimamente aceita por si mesma. E nem adianta conversar com egomaníacos patológicos sobre isso, eles não vão te dar ouvidos e vão te odiar pelo resto da vida, principalmente pelo fato de considerarem, lá no fundo, sem dizer pra ninguém, q vc pode estar certo.

 

O meio gay é cheio de egos, né, não? Acho q deve ser um dos motivos pelos quais prefiro ficar mais na de fora.

 

Aí junto ao ego vc coloca a inveja, a calúnia, a raiva, o desdém, o recalque.... quem aí nunca foi vítima dessas coisas, de uma ou de outra?

 

Eu já cansei desse povo. Pode colocar meu nome no último lugar possível, fique com o primeiro e faça bom proveito dele. Pode correr pra chegar na frente só pra dizer que atropelou todo mundo, que vc é “o melhor”, parabéns pra vc. Pode fazer igual vilãzinha medíocre de novela e ficar tramando “sabotagenzinhas” diárias para mostrar como vc é o “escolhido”, “the one”, o perfeito, o mais pirocudo e o mais desejado pelas bibas-macacas-de-auditório.

 

Tenha o mundo aos seus pés. Seja o mais rico, o mais experiente, o mais sexual, o mais sarado, o mais tudo. Acabe com a concorrência. Destrua-a. Só me conte depois o que de fato te gerou isso.

 

Desde criança uma historinha da Turma da Mônica ilustrava bem essas coisas com uma metáfora, e eu nunca esqueci. O Bidu ganhava um osso suculento do Franjinha e saía todo feliz pela vizinhança. Aí um cachorro invejoso começou a correr atrás dele pq queria o tal osso. Depois outro cachorro. E mais um. Até que devia ter uns dez atrás do Bidu. Acabaram por cercá-lo num beco sem saída. Ele então largou o osso, apoiou-o na pata, olhou pra ele, viu que aquilo não significava nada na verdade e simplesmente jogou-o com a maior tranqüilidade para a dezena de cachorros famintos. Todos caíram na porrada pelo osso. A tirinha terminava mostrando como, exatamente porque todos começaram a brigar entre si, acabaram se nocauteando mutuamente. Daí o Bidu passa por eles, pega o osso de volta e vai embora, mantendo a mesmíssima tranqüilidade. Fim.

Acho que nem preciso dizer mais nada, né? Estava pensando nessas coisas todas ao ler sobre o novo livro do Nilton Bonder, “Tirando os Sapatos”. Ele dizia como todo mundo tem que “tirar os sapatos” e ir ao encontro do outro, para que todos alcancem a paz.

Também lembrei de uma frase que a Marília Gabriela disse ao Gianecchini, e que este citou quando entrevistado no programa dela: “Nada é tão importante”.

 

2) Também tem a ver com esse pensamento o fato de um “Miguel” ter me escrito o primeiro comentário do post anterior querendo me gongar e dizendo que o fato de eu ser gay era identificação suficiente com todos os outros gays da Parada, e quer por isso eu deveria ter ido ou não ter dito q eu não me identificava com 99% do povo, como eu disse. Ele colocou as palavras dele de forma mais, digamos, nervosa. Então, “Miguel”: primeiro, se vc precisava de algum tipo de validação q eu te li, aqui está. Fique tranqüilo. Segundo, eu poderia começar a querer gongar vc de volta com 5000 argumentos, mas não vou fazer isso. Limitar-me-ei a explicar o óbvio ululante q vc aparentemente não viu: gays são diferentes entre si. Não é pq vc tem gostos em comum com a pessoa (no caso, “gostar de homem”) q vc fará as mesmas coisas q ela faz. E não estou falando do prático (barbies diferem de ursos, novos de velhos, ricos de pobres, etc...) Estou falando mesmo dentro das tribos: nem toda barbie vai à The Week. Nem todo urso odeia praia. Nem todo afeminado se dá mal com a família. Nem todos os ingleses torcem pelo Manchester United. Nem todos os americanos gostam da Madonna. Nem todas as pessoas fodem de camisinha. Nem todos os brasileiros gostam do Lula. Nem todos os espectadores de seriados gostavam de Barrados no Baile. Nem todos os gays gostam de moda. Nem todos os blogueiros têm paciência de responder coisas assim. Ok?

 

3) Lembrei também dessa questão da tranqüilidade ao ler como o Obama manteve a calma, não cedendo às provocações e venenos do McCain, no último debate das eleições americanas.....

 

 

4)Vc abre o jornal e lê na página da esquerda que o menino  de 12 anos que cantou uma música pra Marta Suplicy numa das regiões mais pobres de São Paulo perdeu o pai e um irmão de 19 anos, mora com a mãe e os outros cinco irmãos e ganha...adivinhe quanto...pra distribuir panfletos durante um mês? R$ 20,00.

 

Aí vc vira o rosto, olha pra página da direita e lê a notícia de que um deputado entrou com pedido na Câmara para igualar os salários de almirantes, brigadeiros e generais das Forças Armadas com os de Ministros do Superior Tribunal Militar. O valor que eles recebem hoje é de R$ 7.143,00 e passaria para R$ 22.111,00, aumento de 209%. O argumento do deputado é: “É claro que o país tem condição pra esse aumento. Vivemos um superávit de caixa fantástico. O Brasil tem dinheiro pra tanta coisa e não vai ter pra nossos militares”?

 

5) Resolvi refletir também sobre essa questão financeira por causa do tal valor de R$ 720,00 para um show da Madonna na área VIP, info que não me sai da cabeça. Eu vou de pista comum (R$ 308,00), mas mesmo assim já acho que é muita grana.... R$ 720,00 eu não ia dar, mas nunca.

 

6) Falando em Madonna...todo mundo já leu q ela se separou. O hilário foi o comentário de um leitor do Globo On Line mandando um recado pro Guy Ritchie: “Vingue a todos nós, tome dela casa, carro, tudo o que puder! Vingue os milhares de homens que ficaram na miséria por causa de suas mulheres!”

 

7) Homens mais velhos podem ser extremamente atraentes, como comentou o Dick no post anterior. De fato, o Justin Hartley-Arqueiro-Verde-do-Smallville postado lá é um baby-face. Aliás, há outro baby-face no mesmo seriado que me tira o sono.

 

Mas nesse post aqui ficarei nos mais velhos sensacionais. Então, Dick, aí vai o gatão que vc citou: John Schneider, ariano de 48 anos (que era da série “Os Gatões”, passou por “Smallville” e ainda por “Nip Tuck” – nesse último fazia um diretor de filmes pornôs bem safado, olha que tesão!) Veja no primeiro vídeo do post uma homenagem de 4 minutos ao ator em seu papel como Jonathan Kent em “Smallville”. Ficou bem bonito e a música é belíssima.

 

   

 

Logo depois, um outro – que nem é tão velho assim-  que está arrebentando como Don Draper na série Mad Men, sobre publicitários nos anos 60: Jon Hamm, pisciano de 37 anos. Aliás, rolou um forte debate no IMDB se o cara é bissexual ou não (veja aqui ), visto que ele deu uma entrevista para Advocate (agora em 9 de setembro, leia aqui) afirmando que ninguém é 100% hétero ou 100% gay.... É dele o último vídeo, de 2 minutos apenas.

 

   

 

8) Ainda falando em “Smallville”...tá vendo como assistir à saga do Super-Homem tb é cultura, tb é estar antenado com o mundo? O Barack Obama brincou num jantar beneficente nesse fim-de-semana dizendo que ele veio de Krypton, enviado por seu pai, Jor-El, para salvar o Planeta Terra...:)

 

 

 

9) E ainda fazendo um paralelo seriados/política americana...atores e atrizes jovens, incluindo Blake Lively & Penn Badgley, (a Serena e o Dan de “Gossip Girl” ) gravaram um vídeo de 30 segundos pedindo a seus pais que votem em Obama. Veja aqui.







Escrito por Diego Castro às 15h23 Comentários Envie

Post 27- Livros/Modificando o esquema do blog/Sabe quem é Justin Hartley?

14/10/2008

Bem, faz séculos que eu não escrevo aqui. Não por falta de interesse, mas falta de tempo mesmo. Tive q fazer uma operação de emergência (nada grave, já estou perfeito), depois rolou um problemão na família, que tive que administrar sozinho e ainda por cima precisei ajustar algumas coisas no trabalho.

 

Por falar em ajustes, o fato de a cada vez eu escrever 5000 linhas por post no blog fazia com que eu demorasse mais pra terminar de escrever cada tema. Ficava como se fosse uma coluna, mesmo. O lado bom disso é que eu conseguia dizer em cada post grande parte do que achava de determinado assunto. O ruim é que coisas diárias q eu queria comentar (ou semanais) acabavam nunca entrando, exatamente porque eu demorava demais pra compor cada post. Dentre outras coisas pq eu pesquisava muito para achar links, fotos, vídeos, etc.

 

Vou tentar então escrever pelo menos duas vezes por semana. Vamos ver se dá certo.

 

1) Eu termino de ler um livro e emendo noutro. Todo mundo diz que brasileiro não tem o hábito de ler; e já ouvi dizer que gay menos ainda. Eu devo dizer q leio demais. O jornal diariamente já me consome bem porque o leio todo. (entendo tudo, tudo de crise americana, por exemplo, sei explicar detalhes de economia, que sempre foi uma das editorias mais complicadas pra mim). Como já sou massacrado pelo factual diário, nos livros tenho escolhido temas mais light. Recentemente, passei pelo “Meu Nome Não é Johnny” (10 milhões de vezes melhor que o filme), pela biografia do ator pornô Joey Stefano  (todo mundo que entende de pornografia o conhece), por outra biografia, do Lance Bass, aquele cantor que era parte do N´Sync e se assumiu gay depois, por dois livros do psiquiatra Brian Weiss sobre vidas passadas (“Muitas Vidas, Muitos Mestres” e “Muitas Vidas, Uma Só Alma”), por um sensacional e de 192 páginas coloridas inteiro sobre o seriado Queer As Folk americano, que eu adoro, e no momento estou começando o livro do produtor-executivo do seriado “Ghost Whisperer”, que se chama “Ghosts Among Us”, que fala de espíritos, vida após a morte; enfim o tema do seriado. Tenho um monte de outros livros na fila, nacionais e importados, que comprei aproveitando o dólar baixo de tempos atrás e o fato de livros não pagarem imposto de importação. Falo mais de livros depois. Alguém aí está lendo algo que ache q é legal sugerir pra mim e pros leitores do blog?


 

    

 

2) Não fui à Parada Gay carioca. Não gosto de multidões. E sempre fica cheio demais. Fora que não me identifico com 99% do povo que vai.

 

     3)  Artigo sensacional no Prosa e Verso do jornal O Globo desse último sábado sobre o mercado literário brasileiro e a idéia, muito divulgada, de que autor brasileiro de hoje “não presta”.  Adriana Lisboa é quem assina o texto chamado “A fogueira, as vaidades”. Se puder, veja lá. Eu colocaria o link aqui, mas acho que só serviria pra quem é assinante do jornal.

 

     4)  Eu não me identifico também com essa mania de alguns gays ficarem se chamando de “bee”. Aliás, nunca ouvi isso aqui no Rio. Sou eu que não vou aos lugares onde as pessoas falam isso ou o vocativo é coisa de outro estado apenas?

 

     5) As noites de quinta-feira no Galeria Café, de Ipanema, tem ficado ótimas, com os telões e as músicas combinando. Esse é o único lugar gay que tenho tido vontade de ir.

 

     6) Fui trocar o ingresso pra Madonna. Demorou um pouco, mas foi sem stress.

 

     7) Estou vendo a sétima temporada de Smallville (ainda), a quarta de Prison Break, a primeira de Ugly Betty, a primeira da nova versão de A Super Máquina, a quarta de Ghost Whisperer.  Aliás, em Smallville, o cara que faz o Arqueiro Verde é que anda me chamando a atenção, nem é o protagonista. O ator é o Justin Hartley, aqui embaixo. E é sequinho. Isso é muito melhor que um cara enorme/bombado: é o cara sequinho, com físico típico de quem nada.

 

 

 

 



 


 

8)  Mais um mega-acidente de trânsito aqui perto de casa, em Copacabana. Um garotão de 21 anos num carrão matou um de 18 numa motoneta. Eu não quero carro nem tão cedo. Só vejo gastos sem fim e dor de cabeça nisso. IPVA, seguro, revisão, flanelinhas, estacionamento, procura de vagas, arranhões na lataria, roubo de toca-fita/mp3/DVD Player, pneus furados, arrastão em túnel, blitz da polícia, trânsito caótico, ter q ter vidro blindado... Prefiro levantar o braço e ir de motorista num táxi. Ou de metrô ou ônibus mesmo. Gasto menos e me estresso muito menos.

 

9) Gabeira ou Paes? Humm. No momento, estou mais para Gabeira.

 

10) Obama ou McCain? Obama, 100 milhões de vezes. Até o Homer Simpson vota nele. Quer dizer, tenta votar, mas a máquina registra McCain. Vc viu? Veja aqui, então. (a cena vai ao ar nos Simpsons somente em 2 de novembro por lá)

 

11) Flora ou Donatela? Não, eu não vejo novela. Aliás, acho q já disse aqui, da TV aberta só vejo telejornais e olhe lá. O fato da TV ter virado digital pra mim não faz a menor diferença.

 

12)  Droga, estou interessado num cara da academia. Sequinho, daquele jeito q falei antes aqui. 28 anos. O “droga!” acima é porque ele é hétero. Bem, acho q é. Mais um motivo pra ir puxar ferro, algo q eu detesto. Tô me sentindo um colegial com paixão platônica.

 

13) Hoje vou ficando por aqui. Vamos ver se vai dar certo esse esquema mais dinâmico. Abraços!

 

14)  Ah, tem um bônus hoje: Lembra do Justin Hartley, de quem falei no item 7? Ele fez um filme chamado “Race You To The Bottom”, de 2005. A cena, de humor, mostra-o como um hétero que é seduzido por um cara gay. O trecho chama “Como conseguir um cara hétero em 10 passos simples”. Veja aqui, são 2 minutos só.





Escrito por Diego Castro às 00h19 Comentários Envie

Post 26- Musculação fortalece o cérebro

16/09/2008

“Ter um corpo com músculos definidos é sinal de inteligência”

 

A frase acima é do Antônio Marinho, repórter do jornal O Globo que a usou para começar a sua matéria de página inteira no caderno de saúde da edição desse último domingo, 14 de setembro. Vc leu? O título do post de hoje é o título da matéria dele. Já estava na hora de abordar esse tema dos sarados aqui, especificamente. (e eu já tinha toda uma estrutura para isso. Vou abordar o que eu penso mais diretamente em posts futuros).

 

 

Em muitos lugares (não só no meio gay) acontecem esses debates entre quem malha e quem não malha, geralmente sendo este segundo grupo o principal acusador dos membros do primeiro. O argumento deles é que sofrem preconceito por não malharem, defendem o direito de não malharem e acusam quem malha de ser burro, limitado, de não saberem nem ler (já li isso...acho até que está num dos comentários de um dos primeiros posts do blog) e de, principalmente, só pensarem nisso, de serem fúteis.

 

Quando qualquer pessoa pensa em argumentar contra, já chovem (de novo) as frases de que “vc diz isso porque vc malha” ou “vc diz isso pq gosta de caras sarados”, “vc diz isso pq vc tb é limitado e burro”, “vc é um idiota superficial como a maioria dos gays” e daí pra baixo. Sobra pro veículo também: já acusaram este blog, o Mix Brasil como um todo e a revista Junior de serem isso tudo e de “vincularem um tipo de homem gay”. Ou seja: se alguém discorda deles, já é taxado de ignorante e fútil de saída.

 

 

 

Quero ver agora com esses argumentos científicos da matéria do jornal “salvando” a musculação e os sarados desse bando de gente que, em vez de cuidar da sua própria vida, resolve criticar o que o outro faz com o corpo dele.

 

Um amigo me disse que isso é “inveja” e “recalque” desse povo preguiçoso que quer gongar os outros que são sarados pq não têm nem força de vontade, nem auto-estima, nem motivação para mudarem seu corpo e sua vida. Outro amigo foi mais radical: disse que essa gente invejosa daria metade da própria inteligência se pudesse trocá-la por um corpo sarado e desejado. O que vc acha?

 

Eu posso dar um exemplo que eu testemunhei. Um cara com quem eu fiquei algumas vezes. Ficamos amigos depois e fui acompanhando o que foi acontecendo com ele. Nunca foi sarado, nem nunca malhou, tinha um corpo daqueles comuns, nem magro nem gordo, nem forte, nem fraco. Mas foi se “largando”, deixando de se cuidar (em alimentação, sono, etc) e foi engordando, engordando, até que ele mesmo passou a se denominar “urso”. Com essa mudança, o tipo de cara que queria transar com ele foi mudando, e ele reparou que não atraía mais os caras sarados que ele gostava tanto de levar pra cama. A resposta dele foi imediata: passou a agredir os sarados, a vociferar contra eles e contra a doutrina da academia, contra a “mídia por só defender um tipo de corpo bonito”, contra “o cinema americano”, contra “os modelos dos books, agências e passarelas”, etc. Mas gongou tudo e todo mundo. Chegou a me dizer “tenho raiva deles pq me rejeitam.” Depois descobriu que sofria de depressão. A gente não sabe se ele sempre sofreu ou se ele passou a sofrer. Mas a questão é que ele virou um defensor fervoroso de que se queimassem todas as academias com todos os sarados dentro.

 

 

Nas poucas vezes em que tentei conversar sobre o assunto com ele, tentando talvez fazê-lo considerar o benefício da dúvida de que a visão dele é q era fechada demais, totalitarista demais, nós quase brigamos. Ele simplesmente não admitia essa hipótese. Essas tentativas me fizeram lembrar das inúmeras vezes em que tentei estabelecer diálogo com membros de certas religiões que botaram na cabeça que nós, gays, somos filhos do demônio, que vamos pro inferno e que nosso objetivo na vida é desvirtuar os chamados “homens de bem” e atacar crianças nos parques, em banheiros e até dentro das igrejas. (já ouvi isso tudo).

 

 

Eu, muito pé-no-chão aqui, acho que não adianta: quem odeia sarados, quem acha que o mundo é fútil por isso e quem acha que o meio gay é cheio de gente superficial por culpa das academias e do culto ao corpo não vai mudar de idéia.

 

Eu acredito que cada um faz o que quiser com seu corpo e com sua vida. Eu não bebo, não fumo e não uso nenhuma droga,  mas não vou deixar de conviver e de gostar de amigos que bebem, fumam e usam todas as drogas, porque eles são mais do que isso, não são somente “alcóolatras, fumantes e viciados”. Da mesma forma que eu não sou nem de longe o mauricinho-a-la-Brandon-Walsh que casa com a namorada com quem estudou no segundo grau e fica com ela fiel por 35 anos, como sempre acham de mim. E que sempre transa “papai-e-mamãe”.

 

 

Se vc por acaso acha que a felicidade está em ficar se enchendo de comida na frente de uma novela e nunca fazer nenhum exercício físico durante toda a vida, beleza. Só que, se vc não quer ser criticado por isso, tem que saber respeitar também quem pensa diferente, gente que investe dinheiro, tempo, paciência e disposição para ter o abdômen do Brad Pitt ou do Dennis Quaid. Ou gente que se esmera em ser assim porque quer ter um parceiro na cama e na vida assim também. São escolhas.

 

De qualquer maneira, esta é uma discussão meio “sexo dos anjos”. Que tal vc ler a matéria do jornal O Globo e decidir o que pensa? Ela está aqui, foi publicada num outro blog. Ou procure na edição de domingo do jornal. Abraços!

 

p.s. Este não ia ser o tema do novo post, não. Mas eu tinha que aproveitar uma matéria relevante como essa saindo num jornal do gabarito de O Globo.

 

p.s. 2 – Estas fotos do Dennis Quaid saíram na edição italiana da Vanity Fair em março deste ano. Chute a idade do cara. Será que alguém vai acertar? Deixei uma dica! (de propósito)


Escrito por Diego Castro às 18h35 Comentários Envie

Post 25 - Madonna acabou?/ Duas músicas (de outras pessoas) especiais pra mim

29/08/2008

Post rápido para falar de música.

Eu quase nunca recomendo canções e clips aqui no blog, mas essas duas, que eu descobri há pouco tempo, tem um significado especial pra mim, tanto devido aos arranjos quanto às letras, daí resolvi compartilhá-las com vcs.

Ambas descobri como trilha sonora de “Smallville” e fiquei agradavelmente surpreso por uma delas ser de um grupo q eu gosto bastante, o Depeche Mode. O clip, conceitual, tb é belíssimo. Gosto da idéia “Titanic”.


A outra música, de um grupo q eu nunca tinha ouvido falar (“The All-American Rejects”), tb achei maravilhosa e não canso de ouvir.

Como é péssimo só ouvir e não saber o q eles cantam, dou o link tb das letras das duas músicas pra todo mundo acompanhar. A primeira tá aqui e a segunda aqui. (Eu ia postar as letras direto aqui no blog, mas ultrapassou demais o espaço permitido).

Ainda falando de música, e pra não perder a linha de pensamento do blog, confesso que tô meio sem tesão pelo show da Madonna aqui no Brasil. Pela Madonna em geral, acho.


Já vi grande parte da nova turnê no YouTube e achei meio sacal. Figurinos horrendos, um porre ela ficar parada na frente do microfone com guitarra em diversas músicas. “Vogue”, que é uma das minhas preferidas exatamente por causa dos arranjos elegantes, que remetem à glamour e moda, finesse, foi remixada com “4 Minutes”. Achei uma porcaria. E a coreografia? Tem uma parte em que ela fica parada e abre e fecha as pernas. Pobre, pobre, pobre de marré-de-si. Reforçou essa minha idéia matéria que saiu hoje no Globo Online escrita por uma fã que se animou a ir até Nice na França pra ver o show e saiu mega-decepcionada. Leia aqui e veja se vc não dá uma certa brochada também. O título já mostra o que vem: "Ela está cansada dessa vida".


Fora que tem esse problema todo do valor alto dos ingressos....li no MadonnaOnLine que a tal área VIP nem na Europa está sendo respeitada (ou seja, quem pagou 95 libras ficou na cara do gol, grudado no palco, junto com o povo que pagou 300 libras!!!)


A empresa aqui do Brasil já mudou de novo as regras pra venda dos ingressos. Em QUASE todos os shows agora vale qualquer cartão de crédito para os ingressos, menos em um dos shows de SP. Não me pergunte o porquê disso. Outra novidade é que quem tem American Express ou cartão de crédito do Bradesco poderá parcelar em 2x sem juros. E foi prorrogado o prazo para fazer o cadastro no site, se vc for comprar pela internet. Agora vai até dia 31, ao meio-dia. (antes era até hoje, sexta, 29). Veja tudo no site MadonnaOnLine, que é sempre mega-atualizado, clicando aqui.


Ainda tem o fato de que estou acabando de ler o livro do irmão dela, (“Life With My Sister Madonna”), do Christopher Ciccone, e minha opinião sobre a mega-diva mudou bastante. Confesso que o livro me deixou bem passado. (por falta de termo melhor)



E mais: vai ser aquele inferno no Maracanã, correria, zona, 180 mil pessoas e subindo. Que área VIP que se considera área VIP tem 4 ou 5 mil pessoas?


Tô achando que não vale mesmo investimento de R$ 720,00. Nem parcelando. Pq corre o risco de se ficar lá atrás de qualquer maneira (mesmo dentro da área VIP), com umas, sei lá, 2895 pessoas na sua frente.


Pelo que eu já assisti, “She´s Not Me”, onde a Madonna se gonga no palco em outras épocas (“Like a Virgin”, “Material Girl”, etc), vale bem a pena. “Like a Prayer” em seu novo remix tb arrebenta. “Borderline” eu adoro, mas versão rock na guitarra me deu uma preguiça. Q saco esse negócio de guitarra parada. Li de um fã no YouTube a seguinte frase “Se a Sticky And Sweet Tour fosse um filme, seria as cenas deletadas da “Confessions Tour”


Um dos vídeos feito pra ela mudar de roupa, para a música “Die Another Day” também ficou sensacional. (o remix idem). Mas se eu estou elogiando o vídeo feito pra ela se trocar e criticando as apresentações em si...vc já tem uma idéia.


Um outro fã postou que a lista de músicas do show deu uma brochada nele.

Parece q o povo em geral andou dando essa brochada. Será q um viagra salva até dezembro?


Confesso que cheguei a pensar que não vale pagar nem os R$ 300,00 pra pista simples......






 


Escrito por Diego Castro às 15h40 Comentários Envie

Post 24 - Ingresso VIP pra show da Madonna na internet é R$ 720,00!

20/08/2008

Post rápido hoje para falar do enorme absurdo que está virando essa venda de ingressos pros shows da Madonna no Brasil. Até já meteram o Procon de SP nessa, vc viu?

 

 

Primeiro tem esse negócio de que só compra pela internet e por telefone quem tem cartão Bradesco e American Express. Pra mim isso nem é problema, pq tenho Amex, mas e o resto da população? Foda-se o resto do mundo? Antes, nem nos pontos de venda físicos (que no Rio inteiro são DOIS e em SP TRÊS) vc podia comprar com outro cartão, tinha q ser em dinheiro, R$ 600,00 ali, na lata, se fosse comprar pra área VIP. Aí, depois do Procon, liberaram além do dinheiro qualquer outro cartão de crédito. Mas pra isso vc vai ter q enfrentar AQUELA fila, vai esperando só.

 

 

Mas o que pouca gente está se dando conta é da famosa “taxa de conveniência” para as compras de ingresso pela internet. 20% sobre o valor de CADA ingresso. Ou seja: se vc vai de área VIP, vc vai pagar R$ 600,00 + R$ 120,00 pela conveniência da internet = R$ 720,00 por um ingresso!!!  Isso é um absurdo!! E vai ser ainda MAIS caro que R$ 720,00 se vc for receber em casa por sedex ou courier. Bota pelo menos mais uns R$ 30,00 aí, fechando em R$ 750,00! Pra ficar em R$ 720,00 mesmo vc vai retirar pessoalmente numa Renner da vida ou em outro local. Que alívio... :/

 

 

Se vc não quiser pagar isso, vai ter q tentar por telefone (tem UM número pro país INTEIRO) ou ir pra filinha mesmo, que é aquela coisa....

 

Primeiro, vai ter gente na fila desde a tarde do dia anterior do começo das vendas, vc vai ver só. Segundo, que as vendas nos locais físicos começam ao MEIO-DIA e vão até 18h!! Ou seja, foda-se se vc tem q trabalhar o dia todo, se vc mora ou trabalha longe dos DOIS pontos de venda cariocas ou dos TRÊS paulistas. Vc vai ter q dedicar a sua segunda-feira inteira, 1º de setembro, para ISSO SOMENTE.

 

 

E rezar pra que quando chegar a sua vez na bilheteria, o sistema não tenha caído. Ou pior que isso: vc tem q rezar pra ainda haver ingresso disponível, visto que cada pessoa pode comprar até SEIS, ao vivo, na internet e pelo telefone.

 

No exterior, os ingressos têm acabado em poucos dias; em alguns locais em poucas HORAS. Vcs acham que no Brasil vai ser diferente? Pelo menos aqui no Rio, todo mundo está falando desse show, vai lotar MUITO.

 

  

 

   

 

Veja a matéria no Globo sobre isso, aqui. Vc vai ver que o PRIMEIRO comentário gongando esse preço da net é meu.

 

 

Só pra aliviar a raiva e rir um pouco, falando dessa merda toda de fila, de burocracia, de ser barrado, etc. A Madonna fez um anúncio hilário pra uma promoção da MTV na época de Music, onde ela chega na porta de uma boate e é barrada pelo segurança/leão de chácara. Ele pergunta se ela está na lista. Ela responde que não costumam fazer essa pergunta a ela porque, bem...ela é a Madonna. O cara não acredita e sacaneia “então eu sou o Capitão Kirk”. Ela fica nervosa e começa “mas eu sou a Madonna! Eu sou! Por que essas pessoas estão todas usando minhas roupas? O que está acontecendo aqui?” (falando de umas drags que vão entrando vestidas de Madonna). O negão morre de rir e continua zoando “Eu sou a Madonna, também”. Tem 1:14 apenas. É sensacional o vídeo, tá aqui abaixo, ó.


Escrito por Diego Castro às 16h59 Comentários Envie

Post 23 - Os caras héteros e suas brincadeiras homoeróticas

14/08/2008

Quem acompanha o blog sabe que eu adoro um cara hétero. São grandes amigos, não são competitivos sexualmente (a gente quer uma coisa, eles outra) e, claro, são, em geral, atraentes para grande parte dos gays. Eu adoro um nesse aspecto também. (Nem todos, isso é óbvio.)

 


Já escrevi aqui sobre crescer cercado desse ‘espécime’ e do fascínio que a virilidade natural deles exerce. Eis, aliás, uma teoria q vou desenvolver melhor no futuro aqui no blog: os afeminados sofrem tanto preconceito dos próprios gays porque a virilidade é um item valorizado, daí os homens genuinamente héteros terem esse verdadeiro poder de controle sexual sobre muitos homens gays. Conheço vários que só querem ter na cama um cara de vida social hétero, um cara casado com mulher, pai de família, ou que tem namorada, que é 100% ativo sexualmente e que faz vc pensar inconscientemente “que macho!”. Não vamos ser hipócritas que há muitos e muitos gays que pensam assim. Falei bastante do tema num dos primeiros posts do blog.

 


O que me leva a escrever esse post aqui é um mergulho um pouco mais profundo nessa questão do cara hétero: falar das brincadeiras homoeróticas que eles fazem entre si. Se vc é gay e absolutamente não dá na pinta, já deve ter estado em um ambiente privado onde os héteros se soltam (achando que só tem hétero em volta) e fazem as coisas mais loucas, passam a mão na bunda do outro, desfilam imitando (o que eles acham que é) gay, zoam o tamanho do pau alheio (às vezes até brincam que vão pegar), fazem voz fina, etc. Se um deles por um acaso demonstrar que está ficando levemente excitado com as brincadeiras, vai ser sacaneado até a outra encarnação.As sacanagens muitas vezes não tem limites.

 



Alguns amigos héteros com quem já conversei dizem que isso tudo é mais do que normal e me asseguram que não passa disso. (Bom, cá entre nós aqui no blog, a gente sabe q às vezes passa, sim, porque alguns morrem de curiosidade para conhecer o, digamos, “outro lado da vida”. Já ouvi a frase “se tem tanto viado no mundo, e cada vez parece que aumenta mais, alguma coisa de boa deve ter aí”). Esses mesmos amigos héteros me dizem que sabem que existem diversos (supostos) héteros que transam com gays, mas me dizem que tem gente que acha normal “comer viado”, que acha “a mesma coisa” (afinal eles estão fazendo o papel que fariam com as mulheres, comendo) e que “viado dá melhor, com mais vontade”. Essa última parte (e a idéia de que “viado chupa pau melhor que mulher”) já ouvi tantas e tantas vezes nas mais diversas ocasiões que já estou achando que é parte do senso comum masculino. (algo bem “Clube do Bolinha” mesmo, onde homens falam de homens para homens e as mulheres não ficam nem sabendo, pois se souberem....é a política “don´t ask, don´t tell”, do ninguém pergunta nada e vc tb não conta nada, fica tudo na encolha).




Para caras que se chamam héteros mesmo comendo outros homens, e que genuinamente não têm a menor vontade ou curiosidade de dar, o pior pesadelo do mundo é a idéia de ser penetrado, ainda mais à força. (lembro de uma cena do “Tropa de Elite”: O capitão Nascimento/Wagner Moura precisava obter uma informação de um cara da favela. Desceram a porrada no cara e nada dele dizer. Torturaram, humilharam e nada. Foi só o capitão virar e mandar um soldado “pegar um cabo de vassoura” que....pronto! O cidadão contou tudo.)



Isso tudo me veio à cabeça depois ter visto o último programa do CQC na Bandeirantes. Eu só vejo esse programa e os telejornais na TV aberta. Nada mais. O CQC e sua fórmula nova de humor factual, que trabalha as notícias do mundo real, deram um ar novo à uma programação de TV. O programa dessa última segunda foi o de maior teor gay até hoje, todos os cara héteros sacaneando uns aos outros com questões gays, com brincadeiras homoeróticas. Teve umas em que eu fiquei sem graça, pois não esperava. (mas adorei!). Chegou uma hora em que o próprio ‘dono’ do programa, o Marcelo Tas, do meio da bancada, gritou “vamos parar com a viadagem!!”. As brincadeiras homoeróticas ou as referências ao próprio pau foram tantas que eu queria q todo mundo aqui fosse ver a edição inteira dessa última segunda.


Dois dos caras que eu acho mais interessantes e bonitos no programa, o Rafinha Bastos (que fica no extremo esquerdo da bancada, e usa barba) e o repórter Felipe Andreoli (que faz reportagens gravadas nos eventos e está agora em Pequim cobrindo as Olimpíadas) foram tão provocativos nesse aspecto homoerótico que me senti quase obrigado a contar aqui pra vcs. Felipe falava ao vivo de Pequim (e vcs sabem como é um “ao vivo”...falou, falou, já era). Rafinha pergunta se Felipe comeu alguém na China. Felipe responde que comeu sim, que há um bilhão de pessoas no país e é claro q ele ia comer alguém, mas que não ia revelar o nome, nem o sexo da pessoa, para não ter problemas com o governo. A única coisa q ele ia dizer da transa é que o outro olho da ‘pessoa’ também era puxadinho. (porra....) Vcs conseguem imaginar esse diálogo? Pois é. O povo da bancada estranhou a resposta ao vivo, e começou aquela zoação típica de héteros falando desse assunto. Parabenizaram o Felipe por ter assumido a homossexualidade ao vivo e em cadeia nacional, por exemplo. Foi zoação atrás de zoação.




O grande mote dessa edição do CQC era que o Felipe na China, local conhecido por sua cozinha exótica, tinha achado um restaurante especializado em servir pau. Pênis, mesmo, pra ser comido como prato principal. É uma iguaria no país, e é servido o de cavalo, o de ovelha, o de cachorro...Mas como essa matéria só seria exibida no fim do programa, ninguém (do público) entendeu nada quando o Felipe (ainda ao vivo) pegou um chinês qualquer na rua e perguntou se ele já tinha comido pau. O cara, claro, não entendeu a pergunta e o Felipe insistiu dizendo “pinto, piroca, bilau” duas vezes e fazendo o sinal de boquete com a mão. (sabe aquele que vc movimenta a mão fechada pra frente e pra trás na frente da boca?) Até o Rafinha na bancada sacaneou dizendo “ah, então se vc diz ‘pinto’ e o chinês não entende, vc acha que se disser ‘piroca’ ele vai entender?”.


Num outro momento do programa, o Top Five, foi mostrada na quarta posição um depoimento do SP-TV sobre um funcionário público que não entendeu a pergunta de uma repórter sobre a queda de uma árvore e disse uma coisa doida como “a árvore não sabe ainda se comunicar com a gente pra dizer que vai cair”. De volta à bancada do CQC, me vira o Rafinha Bastos para o Marcelo Tas e diz: “mas a madeira se comunica, sim. Você pode, por exemplo, a qualquer momento, se comunicar com o meu pau!”. O Marcelo ficou tão sem graça que teve q deixar escapar um “mas q coisa grossa!”.

 

Numa outra edição do programa, em outro Top Five, o mesmo Rafinha, ao comentar uma matéria sobre silicone onde o médico apontava para os seios enormes da mulher e dizia “não é macumba, é ciência”, apontou com as duas mãos para o próprio pau, virou para as câmeras e disse que era um recado para a mulher dele: “Não é macumba, é ciência!” fazendo menção ao (suposto) tamanho enorme do negócio. Para completar o tema, o Marco Luque, do extremo direito da bancada, completa: “O meu é macumba, sim. Porque é igual a uma vela preta de sete dias”. Gargalhada geral.


Mas voltando ao programa dessa semana, a matéria do Felipe Andreoli no restaurante chinês que serve pau vc imagina como foi. Em determinado momento, quando foi servido o pau de um cervo (ou viadinho, como ele chamou), ele afirmou “viado tem pau grande, meu!” Ainda perguntou o que o restaurante chinês servia se pra “tomar”, se era aquela famosa bebida, “Noku”. “Tomar Noku”, pra quem nunca ouviu a piada.


Os caras héteros se divertem muito com essas brincadeiras, e muitos gays também. Eu particularmente acho bem engraçado e de certa forma bem excitante. Outra coisa relativamente simples, mas que me excita e eu sei que a muitos outros caras gays também, é ver héteros de cueca. (branca, de preferência.)

 


Abaixo, os mega-ultra-vídeos que ilustram o post de hoje e que vc precisa ver (todos). Primeiro, um apanhado das cenas do ator português maravilhoso e sensacional Al Santos, que fez um dos protagonistas da série “Grosse Pointe” A série era um “Barrados no Baile” por trás das câmeras, mostrando todas as sacanagens e putarias que existiam nos bastidores de um seriado adolescente sensação nacional como foi o verdadeiro “Barrados”. Se eu te disser que o criador de “Grosse Pointe” é o MESMO criador de “Barrados”, Darren Star, você vai ver que muita coisa do que é mostrado pode ter acontecido mesmo.


O Al Santos faz o “Brandon” (que nessa série é “Brad”). As cenas selecionadas aqui são todas bem gays, e há inclusive o ator que faz o pai do Brad na série dentro da série, que dá em cima do ator. (Vc vai reconhecê-lo facilmente, ele usa óculos e é mais velho. Na cena dos bastidores da briga no vestiário, ele vai assistir à gravação como quem não quer nada, mesmo sendo seu dia de folga. Nos últimos segundos desse vídeo, ele dá à Brad uma daquelas roupas de mergulho e o garoto muda ali mesmo, na frente dele, para deleite do “pai”).


O outro vídeo é um que mostra um monte de héteros de cueca no meio do nada, tendo sua forma física avaliada por um agenciador de modelos. É louco, mas muito, muito excitante. No final, os escolhidos por esse booker recebem cuecas brancas CK, e após vestí-las, eles vêm como um paredão de héteros de cueca branca na direção da câmera. Fica lindo e é bonito de ver.

 


Os últimos 4 vídeos aqui são, claro, de alguns dos momentos que citei no post sobre o CQC: a resposta do Felipe dizendo que comeu alguém (humm..q estranho, esse estava disponível antes em boa qualidade, agora parece q sumiu...será q censuraram? achei um em menor qualidade, mas dá pra ouvir bem), o ao vivo no qual ele fala da piroca e faz o gesto com a mão , o top five (e na quarta posição aquele negócio do pau) e a matéria completa da cozinha exótica chinesa. Vale cada minuto. J Abraços!

p.s: Todos os vídeos do CQC estão no YouTube, e há muitos outros, colocados pelo usuário "Band", que seria a própria rede de TV que transmite o programa. Da mesma forma, vc pode assistir 33 páginas de vídeos desde a primeira edição do CQC q foi ao ar na própria página oficial deles, aqui nesse link. (Muito bom isso, as pessoas q perderam podem assistir ao programa tranqüilamente. O que só prova que de fato a emissora acertou em cheio não só com a qualidade do que é mostrado, mas ao se adaptar aos novos tempos de internet de forma inteligente).














Escrito por Diego Castro às 18h54 Comentários Envie

Post 22 - É triste a despedida

08/08/2008

Como estar apaixonado por alguém, como amar alguém, dói. Só quem já passou por isso sabe do que estou falando.

 

E como se não fosse horrível a dor em si, ela consegue ser ainda pior quando duas pessoas que têm um sentimento uma pela outra são forçadas por circunstâncias a ficarem separadas, a não poderem investir em nada juntas. Quando há questões práticas que impedem que o novo casal construa seu caminho junto.

 

 

Tive a sorte de conhecer um cara muito especial pra mim. Nem faz tanto tempo nosso primeiro contato, mas o que tivemos foi muito, muito intenso, e ambos os lados reconhecem isso. Mas, circunstancialmente, precisamos trilhar caminhos separados agora. Por mais que eu entenda todos os motivos, e compreenda racionalmente, meu coração não quer saber disso e sofre. E eu choro. Um choro franco, livre e intenso. Estou sofrendo bastante.

 

O post de hoje é uma homenagem pública a esse cara, que me deu uma nova vida, que me salvou. (ele sabe bem o que isso significa) Eu nunca vou esquecer dele; e estarei sempre grato por ele ter me dado o privilégio de fazer parte do seu mundo. Eu queria poder pegá-lo no colo e ficar cuidando dele, protegendo-o das dores que ele passa e das pessoas que lhe fizeram mal. Mas ele me disse q ele mesmo tem que enfrentar sozinho o que está acontecendo no momento. Eu entendo, mas me dói muito o coração de qualquer maneira não poder mais estar ao seu lado.

 

Quero estender o sentimento deste post a todo mundo que já foi obrigado a se separar de alguém por quem tinha um forte sentimento, mesmo este sendo recíproco, por força da vida e daquelas coisas incontroláveis que compõem o destino.

 

Para variar, consigo me expressar muito através de metáforas e, sem querer, a intensidade da minha relação com esse cara descobriu uma metáfora de expressão nos desenhos animados da Disney. Mais especificamente na “Pequena Sereia”, como quem leu o post anterior viu.

 

Mas hj como estou falando de nossa despedida, e de uma forçada pelas circunstâncias, encontrei em outro filme, além do da sereia, uma cena cujas falas poderiam ser, TODAS, ditas por mim para o cara. É “O Cão e A Raposa”. Na cena abaixo, a velhinha é obrigada a abandonar a raposa, já que um vizinho ameaçou matar o animalzinho. Então, para protegê-lo, é preciso que haja essa despedida forçada. Achar esse vídeo e colocá-lo aqui me comoveu muito, por causa das frases que são ditas. Há referências muito claras e perfeitas ao meu relacionamento com esse cara, que só ele entenderá por completo.

 

 

O outro vídeo, um trecho da “Pequena Sereia”, também foi muito apropriado, pois mostra a salvação do príncipe (e eu fui salvo) mas também mostra a impossibilidade prática do casal ficar junto, mote do desenho: ela é uma sereia, não pode viver fora do mar, e ele é um homem, não pode viver embaixo d´água. Enquanto o vídeo de “O Cão e A Raposa” mostra com todas as letras das frases que são ditas meu momento presente, esse segundo abre, no seu fim, uma possibilidade de futuro, de que, talvez, algum dia, o casal possa estar junto novamente. “Eu não sei bem, como explicar...”

 

Eu acredito nisso. Quem sabe um dia, se tiver q ser, eu e esse cara seremos um casal novamente e aí teremos a felicidade à nossa espera? Ninguém sabe o dia de amanhã. As coisas levam tempo. Eu e ele ficaremos amigos, mudaremos no momento presente nossa relação para uma de amizade. Mas quem sabe um dia nos olhemos diferente de novo?

 

Afinal, quanto tempo, quantos anos se passaram até que o Rhett Butler conquistasse a Scarlett O´Hara em “E O Vento Levou”?

 

Quanto tempo até que o Capitão Von Trapp e Maria ficassem juntos em “A Noviça Rebelde”?

 

Quantos anos Kelly e Dylan demoraram para serem felizes para sempre em “Barrados no Baile”?

 

A gente não sabe o que vai acontecer no futuro.

 

No presente, é muito triste a despedida. “Adeus” parece o fim.


Muito obrigado pelo tempo que passamos juntos.

 

Guardarei pra sempre, você, em meu coração.

 

 

 



Escrito por Diego Castro às 17h29 Comentários Envie

Post 21- Eu sou o Príncipe da “Pequena Sereia”/ Brenda Walsh/ O livro do irmão da Madonna/ Vamos debater ao vivo aqui no Rio?

29/07/2008

Nesta semana teremos aqui no Rio o I Encontro Carioca da Diversidade Sexual, organizado pela Secretaria Municipal de Assistência Social. A programação vai aqui embaixo. Fui convidado a participar de uma das mesas, ao lado de ninguém menos que a desembargadora Maria Berenice Dias. Vai ser muito bom, muito intenso. Estou preparando uma apresentação bem completa. Quem puder ir, é só se inscrever, não precisa ser necessariamente vinculado a uma instituição.

 

 

E nada do preço dos ingressos do show da Madonna ser liberado? Na verdade, a Live Nation e o Madonna.com não postaram ainda oficialmente os shows no Brasil. Isso dá um certo receio. O MadonnaOnLine (a melhor referência q vc pode ter na net sobre a mulher, todo mundo conhece aí, não?) contou que ela vinha pra cá na turnê Confessions, que estava tudo inclusive assinado. Mas aos 45 do segundo tempo os japoneses ofereceram mais grana e, nas palavras inspiradas e espirituosas do Fernando Scopadore do site, a Madonna “foi linda ver o $ol na$cente”. Então....lá vamos nós ficar aguardando a confirmação da turnê brasileira.

 

Nham, nham, nham...chegou o meu livro “Life With My Sister Madonna”, do Christopher Ciccone, irmão dela. É lindo, capa dura, título em dourado e nome do autor em branco na capa preta, ambos em relevo. O povo em geral gongou a foto da capa, mas ela é apresentada assim porque na contracapa é Christopher que está do outro lado, “olhando” pra Madonna de volta. Já comecei a ler, chegou na hora em que terminei o livro do Marcelo Garcia, q recomendei no último post. (Aliás, leia a entrevista que fiz com ele pro Mix, aqui. Vcs vão entender do que estou falando. Hoje vou emprestar o livro dele pra minha mãe ler.)

 

Mas voltando ao livro do Christopher. Estou ainda no começo, página 23, mas adorando cada palavra. O livro começa com um prólogo narrando o dia inteiro em detalhes (desde o acordar dos dois, bem cedo de manhã) da estréia mundial da turnê The Girlie Show em Londres. (A mesma – e única- que veio ao Brasil em 1993). Há detalhes saborosos da rotina da Madonna e das pequenas peculiaridades dela, que só alguém com muita intimidade e acesso como um irmão pode ter. Ele conta o que ela come naquela manhã, como ela tem medinho de fazer entrevistas na televisão ao vivo e o manda no lugar representando-a e como na hora de se arrumar pro primeiro número da noite, “Erotica”, ela se envergonha de ficar nua entre quatro paredes na frente do profissional que vai ajudá-la a se vestir, tudo ao contrário da persona “Deusa do Sexo despudorada” que ela vende na mídia.

 

O cara conta como a acompanha de mãos dadas até a parte de baixo do palco e tudo que eles conversam, segundos antes dela subir mascarada na plataforma que a eleva, para, enfim começar o show. Narra com detalhes o que ela faz nos intervalos e como corre assim q termina “Everybody” para dentro da limusine que deixa o estádio, enquanto a música de circo ainda encerra oficialmente o show e enquanto o público ainda grita pedindo que ela retorne. Depois desse prólogo, o livro volta no tempo e começa o primeiro capítulo apresentando Christopher aos 11 e depois aos 15 anos (ainda curioso pra ver Playboys com os amiguinhos da mesma idade!) e a relação com os irmãos todos, Madonna inclusa. O livro é absolutamente imperdível pra quem é fã. E está custando $ 15,60 na Amazon. Se vc lê em inglês, não fique esperando sair aqui. (Se é que vai sair, né... Talvez em um ano ou dois.)

 

Tá certo, tá certo, tem a história rolando que a própria Madonna ajudou o irmão a escrever o livro, participando ativamente do processo. E que tudo que rolou no lançamento, as entrevistas do Chris, as notícias dizendo que ela ficou “arrasada” com o trabalho e o próprio rumor de caso com o jogador de beisebol são....marketing. Eu acredito que sejam, mesmo. Depois de clips morninhos para as músicas de Hard Candy, tava faltando uma polemicazinha para colocá-la de volta na mídia, né? Mas o que não dá pra ser marketing e esconder é o que essas fotos mostram aqui abaixo: o tempo passa mesmo, impiedosamente, mesmo pra mulher mais rica e famosa da música pop. Veja a foto maior, aqui.

 

 

Afinal, terminei de ver tudo que existe disponível (as três temporadas) de “Ghost Whisperer”, a série espírita com a Jennifer-Love Hewitt. Adoro o tema e quem gosta não deve perder o seriado. Só o sensacional e inspiradíssimo personagem do ator Jay Mohr na terceira temporada já justifica assistir.

 

“Smallville” está indo, estou no quinto disco da quinta temporada. Espero que até estrear a oitava (acho que final de setembro) eu já tenha terminado tudo e possa, enfim, estar sincronizado com o que passa na TV.

 

Estou vendo também “Fastlane”, que acabou de sair em DVD nos EUA. É uma série absolutamente sensacional que só teve uma temporada (e passou aqui, acho que no Sony), com a lindaça Tiffany Thiessen (a Valerie, de “Barrados no Baile”) e o não-menos gostoso Peter Facinelli. Eu adoro o Peter Facinelli. Ele tem o corpo que eu considero perfeito, é saradinho, porém bem sequinho e magro; um palito, como já me disseram. Sabem com quem ele é casado na vida real e com quem tem dois filhos? Outra mulher linda: a Jennie Garth, que todo mundo aí lembra como a Kelly Taylor de “Barrados no Baile”. Aliás, nos EUA já saiu o QUINTO box de Barrados, e por aqui, estamos apenas no segundo.

  

 

Ainda falando desse seriado, sabiam que “Barrados” (cujo título original era “Beverly Hillls 90210”) vai ter um remake, né? Chamará somente “90210” e estreará em setembro nos EUA. A grande novidade é que muitos atores da série original farão participações ou terão personagens recorrentes nessa nova versão, como a Kelly mesmo, a Donna, e pasmem: a Brenda Walsh vai voltar! Já está tudo assinado e sacramentado.

 

O personagem volta de Londres (pra onde foi estudar teatro no fim da quarta temporada de Barrados, que ainda duraria mais seis, fechando na décima) como uma atriz famosa que se divide entre a capital inglesa e Nova York e que é também diretora. Adorei essa notícia, eu gosto muito da Shannen e desse personagem que a tornou mundialmente famosa, a Brenda. Desde que ela saiu, foi ladeira abaixo pra Barrados, mesmo com a Valerie. Os americanos usam uma expressão para definir a partir de que ponto uma série começa a decair: “jump the shark”. Segundo todos os sites e revistas, “Barrados no Baile” jumped the shark quando arrumaram essa ida pra Londres aparentemente sem volta pra personagem. Vai ser bom ter Brenda Walsh de volta.

 

   

 

Em cinema, Coringa, Coringa, Coringa, Coringa. “Batman, O Cavaleiro das Trevas” é o tipo de filme que todo mundo tem que ver; e que não pode ser visto na sua tela de casa, mesmo que ela seja uma LCD de 52 polegadas. O cinema estava lotado, claro; e meu amigo Patrick comprou pra gente na fila D. Pensei que ia ser uma merda ficar tão grudado na tela, mas foi como estar dentro do filme mesmo.

 

Nem vou repetir o que 5000 críticas já falaram do Heath Ledger como Coringa, que ele está maravilhoso, que merece um Oscar póstumo, que isso e aquilo. Está mesmo, e só ele já valia o ingresso. Eu, que sou chatíssimo pra rir com qualquer coisa que se meta a engraçada (mesmo filmes de comédia), me peguei rindo da graça que ele faz como o palhaço psicopata (que está falando sério mesmo quando brinca). Há uma cena específica em que ele se disfarça, lá do meio pro final do filme, que é absolutamente hilária. É ele sentar e dizer “Oi...” e a platéia vir abaixo rindo. (Eu, é claro, não vou dizer em que ele se disfarça, pra não estragar a surpresa de quem não viu).

 

O Christian Bale está sensacional, o Aaron Eckhart também...(nossa, mas esse cara é lindo, né? Eu o acompanho há muito tempo, desde que ele fez “Na Companhia dos Homens”, em 1997. Ele fez 40 anos agora em 2008. Que quarentão lindaço, super viril...). Só achei ruim no filme a única personagem feminina (e não vão distorcer isso e me acusar de misoginia, blz?) Primeiro que eu detesto isso de sair uma atriz, entrar outra e o personagem ser o mesmo. Saiu a Katie Holmes, entrou a irmãzinha feia do Jake Gyllenhaal, Maggie Gyllenhaal e fica assim, a gente finge q a tal personagem Rachel sempre teve essa cara? As duas nem se parecem! Fora que, como disse o Patrick, ela não convence naquele papel. Em vez de genuinamente se declarar pra um ou outro, ela parece estar mentindo o tempo todo pra todo mundo. Tenho a impressão que a atriz não ficou à vontade, parece “presa”, “dura”. De qualquer maneira, vá ver o Batman. Foi difícil tirar aquela frase do Coringa da cabeça, depois: “Why so serious?”

 

 

 

É duro achar o cara certo pra vc, vc ser o cara certo pra ele e um dos dois estar num momento em que não pode se meter num relacionamento. É achar a pessoa certa na hora errada. Esperar é uma opção; então estou esperando. Mas ser o “rebound guy” é uma merda do caralho. O mais difícil é que meu coração não é de aço; eu não posso ficar indo e vindo com o sentimento que tenho pelo cara. Talvez ele realmente tenha que ficar uns seis meses sozinho. Talvez eu deva esperar mais. Talvez eu deva botar uma pedra e esquecer isso, pensando que não era pra ser. Ou talvez eu deva simplesmente deixar rolar.

 

Mas o negócio é que não quero ser considerado um pote na prateleira, quando ele quiser/puder, vai lá e me pega. As pessoas, na imensa maioria das vezes, não valorizam o que elas sabem que já é delas. Neste domingo, foi foda, fiquei bem triste. Muito mesmo, como há tempos não ficava. Mas não escrevi pra ele, nem liguei pra descontar minha tristeza e falar da humilhação que eu senti, porque sei que ele não fez por mal. Sei que ele tenta proceder sempre da melhor maneira possível e sei que ele se importa comigo. Mas não posso esconder que fiquei triste, que me abalou, que me senti um merda. O negócio é que ainda sinto bem a falta dele. E ele não sabe nada do que sente no momento, está passando por mudanças de vida bem intensas. Mas, como já disse pra ele, “vale a pena esperar por aquilo que vale a pena ter”.

 

Só que, em algum momento, a Rapunzel aqui vai recolher as tranças da janela. Realmente não tenho vocação pra ser princesa esperando príncipe, não. Na verdade, eu é que sou o príncipe do conto de fadas. (hehehe, isso é verdade, aquele desenho do príncipe de “A Pequena Sereia” é igualzinho a mim, cabelo, corpo, sorriso, voz, eu só não tenho olho azul. rs). Bom, estamos ainda no meio do desenho, então, até o final feliz estou esperando. Vamos ver se eu e Ariel vamos sair cantando no navio no fim do filme. (E viver pra fazer “A Pequena Sereia 2”, né? Rs) Abraços!

 

  

 


Escrito por Diego Castro às 18h44 Comentários Envie

Post 20 - Adolescência gay/ Perfumes/Madonna

14/07/2008

A gente vai crescendo e sofre preconceito por todo o lado. A infância e adolescência de um cara gay é, 99,9% das vezes, de muito sofrimento. A minha não foi exceção. Nunca tive com quem falar, a quem perguntar sobre o desejo que tinha pelos garotos do colégio e nenhum modelo em que me inspirar.

Ao contrário, havia sempre aquela pressão de ficar com as garotas (quando tocavam as músicas lentas nas festas e todo mundo formava casalzinho era a pior coisa), a perseguição dos garotos que xingavam, os deboches jocosos de algumas meninas e o sofrimento sem fim que eram as aulas de educação física, quando o professor mandava a turma masculina se dividir em equipes e quase sempre eu era um dos últimos escolhidos.

Mas ao contrário da maioria dos gays no segundo grau, houve uma época em que eu joguei futebol; e naquela posição em que os garotos héteros não queriam ficar: no gol. Todos queriam ser atacantes. Então, como goleiro, eu era bem eficiente. Daí, passei a ser escolhido de cara na divisão das equipes, porque um bom goleiro é quase tão importante quanto uma bom atacante. Eu era impenetrável. (bem, depois isso mudou, rs). Joguei no gol até o dia em que um adversário em vez de chutar a bola na área chutou meu tornozelo e doeu pra caralho. Não lembro se imobilizei o pé, mas parei de jogar futebol ali.


De qualquer forma, o sentimento de rejeição no segundo grau não mudou. Minha auto-estima era péssima. Eu queria (claro) ficar perto dos meninos, mas eles andavam em bandos baderneiros e eu não me identificava com bagunça. Era bem CDF.

História Geral era minha matéria predileta e eu sempre gabaritava tudo. Nos últimos anos de segundo grau, meu caderno era disputado à tapa. Isso porque o professor de História que tínhamos dava aula como na universidade: entrava e saía falando. Não escrevia nada pra gente copiar no quadro, como faziam todos os outros. O Rossi falava, falava, falava (sem parar) sobre os temas, abria um espaço no fim pra perguntas e ia embora no fim da aula.

Eu desenvolvi aí a capacidade muito útil de prestar atenção no que é dito e ir anotando organizadamente no caderno. Não ficava cheio de garranchos e zoneado, não, ficava perfeito; eis porque todo mundo pegava meu caderno pra copiar. E na hora das perguntas, eu perguntava mesmo. Queria saber. Causava polêmica com as perguntas.

Isso até hoje; eu adoro um debate. Admiro muito quem me faz mudar de opinião, porque a minha costuma ser muito bem embasada.


Eu, claro, tinha o meu garoto predileto, a minha paixão secreta, platônica, nunca realizada. Ele foi pai ainda no segundo grau (aumentou ainda mais o meu fetiche na época), morava no mesmo bairro que eu e era uma figura central da turma. Na verdade, do colégio todo. Ele foi presidente do Grêmio Estudantil, era bem inteligente e uma referência pra mim. Curiosamente, mais do que tudo, achava que nos parecíamos fisicamente; estatura, cor dos olhos e cabelos, mesmo tipo de traços, de biotipo, mesmo sorriso, tudo. Só que ele era (e ainda é) hétero.

Como eu queria ter namorado com ele, como os dois personagens de “Beautiful Thing” (“Delicada Atração”, aqui no Brasil). Mas passei toda a minha fase de colégio virgem. Só fui transar com um cara aos 19 anos, já na faculdade. Como eu queria ter aproveitado melhor sexualmente a minha adolescência. Quis colocar isso tudo aqui por três motivos principais atuais:


1) Comecei a ler o livro do Secretário Municipal de Assistência Social do Rio, Marcelo Garcia, que eu entrevistei aqui pro Mix. Ele é gay assumido desde os 22 e publicou no livro todo o processo de crescimento e aceitação interna como homem gay. (“E Ninguém Tinha Nada com Isso” é o nome; comprem, pois não está caro e é bem legal). As palavras do trabalho me inspiraram a falar da minha própria adolescência como gay em desenvolvimento.


2) Andando na praia de Copacabana sábado com um colega, esbarrei no cara com quem eu perdi a virgindade, há 13 anos. Ele, sete anos mais velho que eu, continua bem bonito, os olhos verdes brilhantes, o cabelo loiro natural um pouco comprido, o sorriso franco que ilumina o rosto. Nunca chegamos a namorar e nem ficamos amigos, nem em contato. Encontro com ele uma vez a cada dois anos, mais ou menos. Mas é sempre aquele símbolo do momento em que descobri exatamente o que era estar com um outro cara sem roupa na cama. Foi uma primeira vez muito tranqüila na casa dele (mas muito intensa sexualmente) e muito carinhosa.


3) Queria escrever sobre como a gente precisa sempre se valorizar e se projetar positivamente na vida, melhorar nossa auto-estima. A vaidade sem exageros exerce uma influência forte sobre isso. Eis porque esse post vai falar também de uma coisa bem light, que eu andei comprando nos últimos tempos: perfumes. O primeiro que comprei foi o Polo Black, do Ralph Lauren.

E, como citei acima ao mencionar a minha paixão do segundo grau, me identifiquei muito com o jogador de pólo argentino que é o símbolo do perfume, o Ignacio Figueras, que é chamado de “Nacho”. Meu cabelo, que também é muito escuro, fica exatamente como o dele quando cresce. Sempre gostei de montar a cavalo, ele é latino também, apenas um ano mais novo que eu e, principalmente, ele tem uma seriedade óbvia no semblante que inibe os outros, parece um carão (veja na cena do desfile, no vídeo abaixo). Já ouvi isso muito, em diversas ocasiões da vida: que meu jeito sério intimida as pessoas. Daí, “adotei” o Nacho como projeção positiva minha; eu “me vejo” nele. (ele só é mais alto que eu e, claro, é hétero, casado e tem dois filhos).

É uma brincadeira particular, isso. Encontrei esse videozinho sobre ele no YouTube e coloquei-o como um dos preferidos no orkut. Às vezes, gosto de assistir; e a edição das cenas e a música do U2 couberam perfeitamente nesses poucos minutos.






Mas voltando aos perfumes: virei um colecionador. Descobri uma loja bem legal em Curitiba, que vende on-line, e sempre tem umas promoções interessantes: um perfume de quase 300 paus sai por 146, por exemplo. É a Free Itália (www.freeitalia.com.br). Checo também a Sacks, dentro da Americanas.com. Vejo em qual dos dois sites um perfume específico está mais em conta e aumento minha coleção. (Claro que não comprei a lista abaixo ao mesmo tempo; moro sozinho e tenho muitas contas a pagar, né..rs)



Hoje eu tenho, além do Polo Black, o Polo Explorer do Ralph Lauren, o Tommy Jeans (Tommy Hilfiger), O CKin2U Him (Calvin Klein), o Remix Him (Emporio Armani), o Boss In Motion Eletric (Hugo Boss), o Ferrari Extreme (Ferrari), o Blue Jeans (Versace), o Cool Water (Davidoff), o Create (Puma), Instinct Masculino (David Beckham), o Rush (Gucci) e o Actor (Olore). Todos, com exceção do da Hugo Boss, (que comprei numa troca porque o da outra marca que eu queria estava em falta) são os frascos de tamanho maior. Não acho que compense comprar o menor tamanho disponível, a diferença de valores em geral é bem pequena.


Num futuro distante, estou de olho nos seguintes perfumes: Paco Rabanne Pour Homme, de Paco Rabanne, Acqua, da Bvulgari, Le Male Summer, de Jean Paul Gaultier, Be Delicious, da DKNY e Fuel For Life Pour Homme, da Diesel. Alguém conhece esses aqui? Ou recomenda algum outro qualquer, masculino? Bom, de qualquer maneira, dá pra ver que sou um cara bem cheiroso, né? Hoje estou escrevendo estas linhas usando o CKin2U Him, da Calvin Klein.


*****


Estou pra contar essa história há um tempo e sempre esqueço: há cerca de um mês, estava voltando de ônibus pra casa e estavam lá no fundo perto de mim uns 7 adolescentes de uns 18 anos (supostamente) héteros, arrumados e indo pra alguma festa (os ouvi comentar).

Lá pelas tantas, um deles, querendo sacanear o mais bonito de todos, virou e disse alguma provocação, encerrando com “e vê se pára de comer traveco!”. Essa frase, claro, chamou a minha atenção, mas fiz o tipo ‘antropólogo isento’ e não esbocei nenhuma reação; eu queria ver se o papo ia a algum lugar. E foi. O garoto bonito respondeu, sério: “Eu só como porque sou obrigado, se eu pudesse, não comia”. O outro insistiu: “Quem te obriga?” E o garoto explicou: “Meu pai, ele gosta de comer e quer me ensinar a gostar também”. Minha curiosidade jornalística queria se meter na história e perguntar mais detalhes disso, como funcionava o esquema e etc (O garoto era realmente bonito e aparentava ter 18 já).

Mas fiquei na minha. Nunca vou esquecer isso. Rs.


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Sentados pra tomar um chocolate quente e comer um pedaço de torta de nozes no Cafeína no último sábado, eu e um colega que conheci inicialmente como leitor aqui do blog acabamos falando de séries de TV e chegamos ao nome do Jerry Seinfeld. Meu colega diz: “Eu daria pra ele.” Eu respondi que daria, também. Como eu gosto de conversar com gente franca e com a vida sexual bem-resolvida, sem paranóias, neuroses ou estresses.



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Caralho, cerca de R$ 250,00 por UM ingresso simples pro show da Madonna, assim, na lata? "Material Girl" mesmo, né? Esse valor é ainda uma suposição, baseada no valor dos ingressos do show do U2 no Brasil. Info oficial sobre os valores da Madonna ainda não saíram, mas devem ser liberadas por esses dias. Mas alguém duvida que deve ficar por essa faixa? Ou alguém acha que vai ver Madonna por R$ 50 ?

Segundo informações dos sites especializados, essa turnê vai bater o recorde de arrecadação de artista feminina. A intenção dela é essa mesma: lucrar o máximo possível. Por isso que, perto do palco, haverá um setor imenso reservado, só para quem comprar o ingresso mais caro, o "hot ticket", que, adivinhe, deve chegar a um valor inacreditável por aqui. Os mesmos ingressos exclusivos para os shows da "Sticky and Sweet Tour" no exterior têm chegado à valores como 15 mil dólares!!

Vou ter que ficar mais endividado do que já estou (e olha q vou no ingresso mais barato) e vou ter que superar por um tempo meu receio de multidões, mas Madonna é Madonna. Notícia que acabou de sair agora (19h do dia 14 de julho) no site Madonna On Line: confirmadíssima a turnê no Brasil, com, a priori, 3 shows em São Paulo e apenas 1 no Rio! E ela deve ficar em um andar inteiro do Hotel Fasano.


Num dos próximos posts, quero contar minha história de quando ela veio ao Rio, em 1993. É bem engraçada e um mico só. Saiu até na Globo. Vergonha em cadeia nacional, no horário nobre.



*****

Ah, falando em perfumes, vejam que lindo (e romântico) esse anúncio do “Romance”, de Ralph Lauren. Tem 30 segundos, só.




E se alguém quiser ver mais algumas fotos lindas do Nacho como modelo poderoso, tem mais dele aqui. Começam algumas poucas dele como jogador de pólo e, na hora que entra o refrão da música (“It´s My Life”, do Bon Jovi, que também caiu perfeitamente no vídeo) entram as fotos sensacionais dele de modelo. Abraços!





Escrito por Diego Castro às 18h31 Comentários Envie


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